21/08/2003 09h52 – Atualizado em 21/08/2003 09h52
RIO – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,27% em agosto. Em julho, o indicador havia apurado deflação de 0,18%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos oito primeiros meses deste ano alta acumulada é de 7,84%. No acumulado dos 12 meses encerrados em agosto, a inflação apurada pelo índice atinge 15,17%.
A alta do índice em agosto foi puxada pelos aumentos nas contas de telefone (5,45%), energia elétrica (2,03%) e salários de empregados domésticos (2,17%), de acordo com os dados divulgados pelo IBGE. Além disso, diminuiu o ritmo de queda dos preços da gasolina e alimentos.
O aumento do telefone deve-se ao reajuste anual. A maior alta da energia foi conseqüência, principalmente, de reajuste ocorrido em São Paulo em julho. E os salários dos empregados ainda refletem o reajuste do salário-mínimo ocorrido em abril.
O recuo dos preços dos alimentos recuou de – 1,02% em julho para – 0,32% em agosto. A deflação apresentada pela gasolina passou de 4,51% em julho para 1,23% neste mês.
Dos índices regionais, a única queda foi registrada em Fortaleza (-0,03%). Já a maior alta, foi de Belém (0,48%), seguida da região metropolitana de Salvador (0,36%).
O indicador segue a mesma metodologia do IPCA, índice usado para nortear o regime de metas de inflação do governo. Apenas as datas de coleta dos preços são diferentes. O IPCA considera o mês cheio e o IPCA-15 deste mês, por exemplo, tem a coleta de preços realizada entre o dia 15 de julho e o dia 12 de agosto.
O IPCA-15 refere-se a famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia.
Fonte: Globo News



