20/08/2003 08h11 – Atualizado em 20/08/2003 08h11
Trabalhadores rurais sem-terra dos acampamentos “Valdecir Padilha”, Santa Adelaide II, São Rafael e Cimasa, estão reclamando da demora de socorro por parte da Defesa Civil do Estado. Ontem, lideranças dos acampamentos voltaram a procurar os órgãos e assessorias da Prefeitura de Itaquiraí para saber em que pé está a ajuda que o Governo do Estado ficou de enviar às vítimas do temporal ocorrido no último dia 6 de julho.
Lideranças do Movimento dos Sem Terra e da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetagri) questionam que uma equipe do Corpo de Bombeiros de Dourados esteve fazendo levantamentos “in loco” e constatou a veracidade dos fatos e os danos provocados pela chuva de granizo e pelo vendaval que destruiu barracos e danificou pertences das famílias, “mas até agora nenhum recurso ou apoio foi enviado para minimizar nossos problemas”, reclama Manoel Messias, integrante do MST e do Acampamento Valdecir Padilha.
Famílias continuam desabrigadas e para minimizar o problema estão dividindo espaços com outros sem-terra, morando as vezes até dez pessoas em um único barraco. Com isso, a situação que já era desconfortável piorou. Com a chegada repentina de baixas temperaturas a situação tem ficado insuportável e desesperadora, explicam os sem-terra.
“A prefeitura de Itaquiraí, o prefeito Eid, a Gerência de Administração e a Assistência Social já fez o que pode para socorrer as famílias que foram mais prejudicadas pelo temporal. Lonas, remédios e atendimentos emergenciais foram feitos providenciados pelo Município”, observa o assessor de gabinete Rui Felipe Kopper.
O temporal que atingiu Itaquiraí no início do mês passado desabrigou centenas de famílias de sem-terra. A situação de desespero foi contornada por decisão do prefeito Edson Vieira que decretou Situação de Emergência e autorizou medidas de socorro imediatas como a compra de lonas. Na ocasião muitos barracos já estavam com suas coberturas comprometidas e as pedras de gelo danificaram ainda mais o material plástico que a cada dia se desfaz para preocupação das famílias. “Precisamos que os órgãos competentes e o Governo do Estado garantam o apoio que prometeram para as famílias acampadas, vítimas daquele temporal”, cobra o líder de sem terra, João Bozó.
Fonte: Ronney Campos Minella




