20/08/2003 08h47 – Atualizado em 20/08/2003 08h47
Representantes dos sindicatos rurais de Dourados, Itaporã, Maracaju e Caarapó estão aguardando para hoje uma resposta à pauta de reivindicações feita na reunião da semana passada com o advogado dos frigoríficos Pedra Bonita e Frigodema de Caarapó. Eles tentam uma negociação em relação à divida que as empresas possuem com cerca de 50 pecuaristas da região.
O grupo pediu concordata no dia 28 de julho e deixou os fornecedores sem pagamento. As empresas também deram férias coletivas para seus funcionários e a volta do abate está programada para o dia 1 de setembro.
Na semana passada os pecuaristas esperavam a presença do dono das empresas José Antonio Fagundes, mas ele não compareceu. Ele foi representado na reunião pelo advogado Evandro Garcia que recebeu dos produtores uma pauta de reivindicações.
Evandro disse que a empresa não poderia na oportunidade apresentar nenhuma proposta concreta, pois o pedido de concordata havia sido repassado pela Justiça de Diadema para o Fórum de Itaporã, já que a juíza que analisou o processo disse que o caso era para ser julgado no Mato Grosso do Sul.
O fato chegou a revoltar alguns credores que viram na decisão uma forma jurídica da empresa ganhar tempo e adiar uma proposta para os pecuaristas.
O presidente do Sindicato Rural de Itaporã, Maurício Cogi, disse que todos esperam uma solução para o impasse e que se em breve caso o abate não retornar o problema vai aumentar ainda mais pois haverão centenas de desempregados.
Mauricio que está em Londrina, disse ontem que no documento entregue para o advogado Evandro Garcia havia questionamentos sobre a listagem dos credores e os valores devidos, o pedido de uma reunião com o dono dos frigoríficos, de que forma as empresas agiriam em caso do pedido de concordata ser positivo, e o principal, como seria o pagamento da dívida existente. O crédito estimado é de R$ 20 milhões.
O presidente do Sindicato Rural de Itaporã, disse também que a resposta da empresa deverá ser dada através de fax e que não existe nenhuma reunião marcada entre as partes para os próximos dias.
Fonte: Antonio Coca



