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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Tião Viana já sofre pressões para mudar reforma da Previdência

20/08/2003 10h17 – Atualizado em 20/08/2003 10h17

BRASÍLIA – Futuro relator da reforma da Previdência no Senado, o líder do PT, Tião Viana (AC), já é alvo das pressões de corporações que querem alterar a proposta, em fase final de tramitação na Câmara. Sua principal missão, no entanto, será justamente impedir qualquer modificação no texto que chegará ao Senado sob o argumento de que foi amplamente debatido. A tarefa é difícil e foi rejeitada por outros senadores, que temem o desgaste com as bases eleitorais nos estados de origem ao tratar de temas polêmicos como as aposentadorias do serviço público.

  • Ele (Tião) nos disse que qualquer mudança deve ser feita na Câmara e que ainda temos uma semana para tentar. Mas é importante ouvi-lo. Será a voz do governo na reforma – disse o presidente da Associação Nacional dos Membros do Ministério Público (Conamp), Marfan Martins Vieira, que foi nesta terça-feira ao gabinete do líder.

A indicação de Tião ainda é virtual e depende da conclusão da votação da reforma pelos deputados, mas o trabalho já começou. Além da Conamp, ele recebeu a Associação Nacional dos Procuradores de Justiça, representantes da defensoria pública do Rio Grande do Sul e nesta quarta tem encontro com os

servidores do INSS, que estão em greve. Ele começa o dia em café da manhã com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, na casa do presidente do Senado, José Sarney, com a presença dos senadores da base governista, incluindo os do PMDB.

  • Vamos tirar dúvidas e tentar desde já pactuar uma tramitação tranqüila para a reforma no Senado – explicou Tião.

O líder tem conversado com as bancadas e calcula ter votos para manter no Senado a reforma da Câmara. O governo conta com o apoio do PSDB e está certo de que terá pelo menos oito votos do PFL, ligados a Sarney e ao senador Antonio Carlos Magalhães (BA), apesar do discurso do partido contra a taxação das aposentadorias e pensões do serviço público. A dúvida é o PMDB, que recebeu nesta terça um dos adversários da reforma, o ex-governador do Rio Anthony Garotinho.

  • A tendência dos senadores nessa reforma é conservadora – disse Tião.

Fonte: O Globo

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