18/08/2003 14h09 – Atualizado em 18/08/2003 14h09
BAGDÁ – Oficiais das Forças Armadas dos EUA afirmaram nesta segunda-feira que homens leais ao regime de Saddam Hussein estão por trás de uma onda de atos de sabotagem contra a infra-estrutura do Iraque. A declaração foi feita após uma série de ataques no fim de semana, que incluiu dois incêndios provocados no oleoduto que parte da cidade de Kirkuk para o porto turco de Ceyhan, além de uma explosão no principal aqueduto de Bagdá.
Paul Bremer, o administrador civil dos EUA no Iraque, disse que o país perde cerca de US$ 7 milhões por dia devido à sabotagem do oleoduto. Em entrevista à rede de TV CNN, Bremer disse que homens fiéis a Saddam são culpados pelos ataques.
- São provavelmente pessoas deixadas para trás pelo antigo regime, que estão atacando os bens iraquianos – disse Bremer. – Tivemos esses ataques regulares nos últimos três meses, causando um prejuízo de bilhões de dólares aos iraquianos.
O ministro do Petróleo interino do Iraque disse que sabotadores atacaram o oleoduto com explosivos. Engenheiros do Exército americano jogaram água de helicópteros nesta segunda-feira para tentar debelar as chamas no oleoduto – que havia sido reaberto na última quarta-feira, e fechado dois dias depois, devido à sabotagem. Os engenheiros afirmam que o conserto do oleoduto pode levar ao menos duas semanas.
O aqueduto, por sua vez, foi alvo de uma explosão no domingo, no bairro de Adamiya. As ruas da região foram alagadas e grande parte da população de Bagdá ficou sem água.
A administração americana no Iraque deverá dobrar o número de guardas que protegem as instalações de petróleo. O contrato para garantir a presença de mais 6.500 guardas ao longo do oleoduto atacado foi dado a uma empresa internacional de segurança que já trabalha no Iraque. A maioria dos novos guardas deverá ser iraquiana. Eles se juntarão aos cerca de cinco mil iraquianos que já vigiam o oleoduto de mil quilômetros.
Fonte: Globo News




