07/08/2003 10h17 – Atualizado em 07/08/2003 10h17
BAGDÁ (Reuters) – Um caminhão-bomba explodiu na frente da embaixada da Jordânia em Bagdá na quinta-feira, matando pelo menos nove pessoas e espalhando pedaços de carros e de corpos — além de uma cabeça decepada — pela rua.
A explosão acontece uma semana depois de a Jordânia anunciar que garantiria asilo às filhas mais velhas de Saddam Hussein, Raghd e Rana, e seus filhos. Muitos iraquianos que apóiam Saddam também estão irritados com Amã, pois consideram a Jordânia um aliado de Washington.
Nenhum grupo assumiu responsabilidade pela explosão.
O capitão da polícia iraquiana Ahmad Suleiman disse que entre os mortos há civis que estavam em um carro atingido pela explosão e cinco policiais que estavam na frente do complexo.
Dezenas de pessoas ficaram feridas, incluindo sete dentro da embaixada.
A Jordânia condenou o ataque e prometeu levar os responsáveis à Justiça.
“Isso é um ataque terrorista covarde que condenamos nos termos mais fortes. Ele não nos desviará do nosso caminho de apoio e ajuda ao povo iraquiano no processo de estabilização”, afirmou à Reuters o ministro da Informação Nabil al-Sharif, em Amã.
O representante da Jordânia no Iraque, Damay Haddan, não estava no local no momento da explosão.
O capitão do Exército dos Estados Unidos Robert Ramsey disse que um caminhão explodiu na frente do prédio por volta das 11h (4h de Brasília). Um dos muros exteriores caiu.
O ataque ocorre em meio a uma série de ações contra tropas norte-americanas e que mataram 53 soldados desde que Washington declarou o fim do combate principal no país, em 1o. de maio.
SADDAM FUGINDO:
O major-general Ray Odierno, comandante da 4a. Divisão de Infantaria dos EUA — que montou operações ao redor de Tikrit em busca de Saddam Hussein e seus principais aliados — declarou que o ex-líder está se movimentando para escapar.
“Ele está fugindo. Ele está se movendo a cada três ou quatro horas”, disse Odierno em entrevista coletiva.
Fonte: UOL Notícias/Reuters



