24/07/2003 07h43 – Atualizado em 24/07/2003 07h43
BRASÍLIA – O relatório da reforma da Previdência, do deputado José Pimentel (PT-CE), foi aprovado na noite desta quarta-feira, em votação simbólica e sem mudanças, na comissão especial. Nove partidos votaram a favor do texto básico. Três se posicionaram contra: o PDT, o Prona e o PFL. Em seguida à aprovação do texto básico, a comissão pôs em votação e rejeitou três destaques.
Aprovado sem emendas, o relatório segue agora para votação no plenário da Câmara. O vice-líder do governo, Professor Luizinho (PT-SP), disse que o resultado já era esperado, apesar das manifestações contrárias à proposta.
- Agora, falta ganharmos a batalha no plenário – ressaltou.
No entanto, o deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS) garantiu que no plenário será a hora de virar o jogo e evitar a taxação dos aposentados e dos pensionistas.
- Acreditamos que, na guerra do plenário, nós vamos vencer.
A expectativa é que a reforma siga para o Senado até a primeira quinzena de agosto.
O dia no Congresso foi tenso. Apesar da segurança reforçada em todas as portarias do Senado e da Câmara para evitar invasões de servidores, os tumultos aconteceram. Do lado de fora da Câmara, servidores fizeram muito barulho e quando tentaram entrar para acompanhar a reunião da comissão especial se envolveram em conflito com os seguranças.
A tropa de choque da Polícia Militar foi chamada para impedir que os servidores invadissem o local onde se realizava a sessão da comissão. O diretor da Federação de Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Brasileiras (Fasubra), Rogério Fagundes, chegou a ser detido pela PM.
Fonte: Agência Brasil




