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quinta-feira, 2 de julho de 2026

BATAGUASSU:Tropa Guassú resgata a tradição cavalgando 63 quilômetros

21/07/2003 18h41 – Atualizado em 21/07/2003 18h41

Terminou com uma grande festa na sede da fazenda Ouro Branco, em Anaurilândia, a 7ª Cavalgada, evento que foi promovido pela Tropa Guassú. Os integrantes da cavalgada, num total de 150 cavaleiros; entre crianças, empresários, pecuaristas, mulheres e rapazes puderam participar de uma autentica comitiva boiadeira. Até na hora de servir a bóia (comida) a tradição era preservada na integra. Sem distinção; mulheres e crianças tinham que entrar na fila para servir a bóia. Os cozinheiros, num total de três, iam à frente da comitiva para preparar a comida, – arroz de carreteiro, feijão, farofa e salada -, um banquete. A comida era cozinhada na trempa, (fogão), e pelo jeito ficava muito gostosa, prova disso que não sobrava nada. Os destaques da cavalgada foram: Caio Paraguaio; o mais bagunceiro, Cláudio Bortolo, o mais animado, José Henrique Lima Panelli, o mais enjoado, mulher destaque, Marília Alonso e o garoto revelação foi o José Guilherme Corpa, de apenas três anos de idade, cavalgou 11 quilômetros sem parar.

TRAJETO

A comitiva seguiu um trajeto criteriosamente elaborado pelo arrojado presidente da Tropa, empresário Cezar Alonso Merigue. Os cavaleiros, após participarem de uma animada confraternização que varou a madrugada de quarta para quinta, no recinto da Leilosul, saíram na quinta-feira, de manhã, passando pelo centro de Bataguassu, escoltado por uma viatura da Polícia Militar, é claro: chamando a atenção dos trausentes. A primeira parada para o almoço foi às margens do córrego Ueré, distante nove quilômetros do centro de Bataguassu. A noite pernoitaram na seda da fazenda São Miguel, sendo recepcionados pela pecuarista Sonia Fanelli. A garotada, muita animada, não deixava ninguém dormir, inclusive sendo repreendido pelo José Henrique, mas de nada adiantou a bronca. O jeito foi ter que se conformar com a algazarra. O tópico da noite, foi a sacanagem com o Paraguaio Caio, filho do amigo Erik. O rapaz foi eleito pelos colegas líder da baderna e como prêmio, quando acordou, viu que havia dormido ao relento. Sua barraca foi desmontada, quando dormia. Até agora ele está procurando os autores. No segundo dia a comitiva parou para almoçar no KM 55, da rodovia Manoel da Costa Lima, e passaram a noite na sede da fazenda Santa Amélia. Às 4 horas da madrugada, um frio de rachar, os cavaleiros acordaram com o som do Grupo Tradição, no último volume. Foi uma correria danada. O som partiu de uma carroça super turbinada com um potente som. A turma da velha guarda da Tropa Guassú, não deixaram por menos. Sem ninguém perceber, eles trocaram a mula, por sinal, muito mansa, que conduzia a carroça, por uma bem chucra, e ficaram observando. A garotada, ainda com sorrisos estampados no rosto, pela façanha, mal podiam esperar quando subiram na carroça e bateram com a rédea nas costas da mula. O animal simplesmente disparou a galope e ao mesmo tempo saltando, jogando os passageiros no chão e a carroça seguiu campo afora com as rodas para cima. A velha guarda estava mais que vingada.

Depois desse entrevero, a comitiva seguiu em frente, só parando para almoçar no local denominado Potomac. Saciada a fome, os caveleiro seguiram a viajem para a fazendo Ouro Branco, chegando no sábado à tarde, onde foram recebidos, pelos anfitriões; João Antonio Barsanti e Luiz Fernando Rodovalho com muitas palmas, gritos, e vários leitões no rolete, acompanhado de traseiro de boi no rolete e mais de 650 litros de chopp.

TRADIÇÃO

A Tropa Guassú, é um grupo formado por empresários e produtores rurais, unidos pela amizade e espírito desbravador, com o intuito de preservar e resgatar as origens e tradição. Eles se reúnem anualmente para uma cavalgada, no sentido de aproximar os amigos, as famílias e ao mesmo tempo relembrar os primórdios da colonização de Bataguassu. Além disso, a Tropa Guassú já promoveu uma cavalgada em Bonito. O próximo passo da Tropa Guassú é promover o turismo rural. Que é uma forma, de incrementar o turismo, pois estrutura para essa atividade, a região tem de sobra.

CONCEITO

A cavalgada é indicada para pessoas que querem atividades mais tranqüilas e ter contato com a natureza, além de ser uma excelente alternativa, é uma ótima opção anti-stress.

Uma prática que começou tomar corpo recentemente, a cavalgada é uma opção para quem curte a natureza e gosta de fazê-lo de uma forma mais tranqüila. Escapar para cenários impressionantes. Quebrar a rotina estressante ao qual estamos habituados e ao mesmo tempo ter o prazer de desfrutar a natureza. Nos últimos anos a procura por este esporte de aventura cresceu de forma extraordinária. Montar para áreas pequenas ou longas. Sentindo as carícias do vento e desfrutando o trote dos nobres eqüinos enquanto o clima de expectativa de se confrontar com as maravilhas naturais.

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