18/07/2003 14h59 – Atualizado em 18/07/2003 14h59
Durante a última semana, uma equipe da Secretaria Municipal de Saúde estava sendo capacitada para tratar as pessoas que querem se livrar do tabaco. A partir de agora, Dourados é o segundo município do Estado que tem centro de referência para tratamento antitabagista.
Além de acompanhamento médico, os casos mais graves poderão, em breve, contar com medicamentos gratuitos para parar de fumar. Estima-se que uma pessoa que pague por estes medicamentos não deve gastar menos de R$ 100 por mês. Mas quem acha que é só chegar no PAM e pedir o remédio se engana. Quem determina se o tratamento vai ser feito com medicamentos ou não é o médico da equipe.
A primeira parte do tratamento é a triagem. “Conforme o perfil do paciente, vamos formando grupos para fazermos a reunião que no primeiro mês é semanal. No segundo mês, estas reuniões em grupo passam para cada quinze dias. Depois disso, os encontros passam a ser uma vez ao mês durante um ano”, afirma o psiquiatra que faz parte da equipe, Pedro Leopoldo de Araújo.
A diretora do PAM, Lourdes Carreri, salienta que acima de tudo é preciso o pacientes querer e se achar preparado para parar de fumar. “Fui fumante. Cheguei a consumir três maços de cigarro por dia e sei o quanto é difícil se livrar do vício”, afirma Lourdes lembrando que é difícil, mas não é impossível.
Os trabalhos no PAM já começaram. Psicólogos já têm grupos de fumantes que em tratamento. As triagens acontecem toda a semana. Apenas a distribuição de remédios ainda não está sendo feita porque de acordo com a encarregada pelo Programa antitabagismo, Eunice Perpétua Lima, a equipe ainda está verificando quantos pacientes devem ser credenciados para receber os medicamentos. “Ainda não temos noção de quantos pacientes necessitam dos remédios. Isso vai ser determinado pelo médico ao longo do tratamento”, afirma.
Fonte: Agora MS




