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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Primeiro dia da SPFW sugere verão de homens despojados e mulheres românticas

01/07/2003 08h56 – Atualizado em 01/07/2003 08h56

O homem deste verão é despojado. Esta foi a proposta da Ellus – que encerrou o primeiro dia da São Paulo Fashion Week mostrando sua coleção masculina: uma estação para um rapaz que usa bermudas com barras desfiadas, calças cargos e camisetas em sobreposições listradas. Um homem que usa chinelos espertos com camisas em diferentes (e compostos) tons de verdes, azuis, caquis e beges.

Ricardo Almeida – o estilista do presidente Lula, que abriu a semana de moda – também investiu num look completamente à vontade, com superposições de camisetas com camisas listradas – rosa e branco, por exemplo – blazer e calças. É um verão sem ternos, já que os coletes foram totalmente aposentados. Um verão de cores claras, como cinzas abertos e bege. E muito rosa claro e lavanda.

Se o homem tem jeito “cool”, a mulher do verão é romântica. Os grandes destaques da segunda-feira – além da participação de Gisele Bündchen, claro – foram os desfiles da Cori (em coleção assinada por Alexandre Alexandre Herchovitch) e do mineiro Ronaldo Fraga. Os dois estilistas apostaram numa mulher romântica, que usa vestidos evasês e leves.

Herchovitch optou por vestidos com mais de dez anáguas em looks predominantemente pretos com toques coloridos e fitas. Já Ronaldo – responsável pelo momento mais fofo do dia quando colocou crianças para desfilar – fez uma moda de tons claros,

vestidos compridos e transpassados. A inspiração: o vale do Jequitinhonha, em Minas.

E teve Gisele. A moça desfilou para a moda-praia bem comportada da Cia. Marítima, de modelagem generosa, com calcinhas e sutiãs grandes. Saiotes de oncinhas e sainhas de tecido atoalhados, tops supersetenta e maiôs com argolas e assimetrias. Amanhã a moda-praia tem repeteco, com o desfile da Rosa Chá. E com Naomi Campbell.

Marcelo Quadros foi de roxo e salmão para criar peças utilitárias como macaquinhos e calças cheias de zíperes e fez sais e tops com camadas generosas de babados. Pedro Lourenço, o estilista-mirim, fez seu segundo desfile para a Carlota Joakina apresentando preto. Muito preto. Preto em looks monocromáticos. Ou, então, em vinil composto com tons claros como branco, salmão, azul e verde-água – sempre privilegiando os tons pastéis.

Já a Vide Bula transformou a passarela num ringue de patinação e errou em sua releitura dos anos 80, com cores cítricas, shorts curtos estilo surfista, roupas que faziam alusão àqueles vestidinhos disputados da Company e da Ocean Pacific. E até camisas com manga bufantes para homens! Uma releitura errada. E, pior, houve quem elogiasse!

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