30/06/2003 12h05 – Atualizado em 30/06/2003 12h05
Começou por volta das 10h, no Palácio do Planalto, a reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os 27 governadores. O encontro foi iniciado com atraso porque Lula estava tomando café da manhã com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, e com o dos Transportes, Anderson Adauto, que também participam da reunião, onde estão ainda os ministros da Previdência, Ricardo Berzoini; da Fazenda, Antonio Palocci; e do Trabalho, Jacques Wagner.
Os governadores trouxeram uma lista com 13 pontos que querem modificar na reforma tributária. Entre eles, estão as compensações para estados exportadores que vierem a perder receita com a desoneração das exportações. Eles vão pedir também que parte da CPMF fique para os estados e para os municípios. Só o governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz, não está presente e é representado por sua vice.
O governador do Rio Grande do Sul, Germano Rigotto (PMDB), rebateu nesta segunda-feira, ao chegar para a reunião com Lula, as críticas de que os governadores não estariam ajudando a União a defender as reformas da Previdência e tributária. Segundo ele, são as bancadas do Congresso ligadas ao governo que agem de forma negativa e falta esclarecimento pleno sobre os pontos da reforma.
- A unificação das alíquotas é um bom exemplo. Alguns acreditam que a medida acabará com a autonomia dos estados. Será que 27 governadores e secretários de Fazenda teriam concordado com isso se fosse verdade? – questionou, antes de afirmar que não acredita no aumento da carga tributária.
Em entrevista ao document.write Chr(39)Bom Dia Brasildocument.write Chr(39), da TV Globo, na manhã desta segunda, o governador do Rio Grande do Sul disse que os governadores estão com “espírito de negociação”. Ele admitiu que há pontos de discordância, mas reafirmou sua confiança no acordo.
- Nada disso (as divergências) deve impedir o entendimento do governo federal com os estados para aprovar as reformas – disse.
A reforma da Previdência também deve ser discutida, apesar de os governadores não terem trazido nenhum plano de mudanças já estabelecido. Entre os pontos polêmicos, estão o subteto dos estados para os Três Poderes e a contribuição dos inativos.
Esta é a quarta reunião do presidente com os governadores para tratar das reformas e, ao convidá-los, o presidente disse que a intenção era a de passar “um pente fino” nos textos, mas não deu detalhes das mudanças que pretende fazer. Ele resumiu o que espera do encontro:
- Um acerto com os governadores para discutir o aprimoramento das reformas. Também vamos conversar sobre o “Primeiro Emprego” e a unificação das políticas sociais – disse Lula ontem, ainda no Amazonas.
Fonta: Globo News



