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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Lula vai receber líderes do MST em julho

24/06/2003 08h29 – Atualizado em 24/06/2003 08h29

BRASÍLIA – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai se encontrar em julho com líderes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para discutir a política do governo de assentamentos e reforma agrária. Lula quer evitar novas invasões de terras no país. Segundo a assessoria da Presidência, o governo pretende assentar em quatro anos todos os trabalhadores rurais que estão acampados no país.

Nesta terça-feira, o presidente vai anunciar a liberação de R$ 5,4 bilhões do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf) para financiar a safra agrícola 2003/2004. Os recursos estarão disponíveis a partir de 1º de julho para pequenos agricultores. Segundo cálculos do governo, o volume de recursos vai permitir o custeio de 1,4 milhão de famílias no campo.

O presidente também quer evitar que as invasões registradas no último fim de semana se espalhem pelo país. Só no domingo, 18 fazendas em Pernambuco foram invadidas por trabalhadores rurais filiados à Federação dos Trabalhadores em Agricultura de Pernambuco (Fetape), que reivindicam vistorias em áreas consideradas improdutivas.

Na manhã desta segunda, integrantes do MST decidiram demarcar as terras do Engenho Bonito, na cidade de Condado, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, por conta própria. Eles delimitaram 80 lotes de oito hectares que foram entregues às famílias que ocupavam a área há sete anos.

A decisão de dividir as terras foi tomada depois que uma liminar proibiu o Instituto Brasileiro de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de realizar vistorias na área. Não houve confronto com a polícia, mas um helicóptero e cerca de 80 homens do Batalhão de Choque da PM monitoraram as ações dos agricultores.

Em Minas, cerca de 600 pessoas ligadas ao MST invadiram a Fazenda Norte América, em Capitão Enéas, no norte do estado. Segundo a Polícia Militar, os invasores quebraram uma ponte, único acesso ao local, e ainda bloquearam a estrada com árvores.

De acordo com Eurico Pereira Dias, um dos lideres do movimento, a invasão foi pacífica e eles só vão deixar a fazenda depois de negociar a permanência na área com o Incra.

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