24/06/2003 14h27 – Atualizado em 24/06/2003 14h27
A Intel, maior fornecedora mundial de microprocessadores para computadores, está se expandindo ainda mais no lucrativo campo da computação de alto desempenho, de acordo com estudo. Esse tipo de computação envolve equipamentos separados e interligados em redes com até 3 mil processadores, ou supercomputadores portando centenas de chips em uma única máquina.
Embora a supercomputação predomine nas instituições de pesquisa, cada vez mais empresas – a exemplo dos bancos – vêm usando esses sistemas para aplicações como processamento numérico complexo.
Dos 500 maiores supercomputadores mundiais, 119 são acionados por processadores Intel, ante 56 sistemas seis meses atrás e apenas três um ano atrás, de acordo com a Top500 List, uma lista semestral compilada por pesquisadores da University of Mannheim, na Alemanha, da University of Tennessee e do National Energy Research Supercomputer Center, parte do Lawrence Berkeley National Laboratory.
“Trata-se de uma profunda virada no mercado”, afirma um comunicado da Top500 List. “Com esse crescimento, a família Intel de processadores se une à arquitetura Power, da IBM, e aos chips PA-RISC, da HP, como um dos processadores dominantes em sistemas de computação de alto desempenho.”
Mais de um terço dos computadores mais poderosos do mundo dotados de processadores Intel são usados por empresas que têm necessidade de processamento numérico intensivo.
Um sistema Intel Itanium 2, no Pacific Northwest National Laboratory, em Richland, Washington, entrou na lista dos 10 mais pela primeira vez, e um conjunto de processadores Intel Xeon está em terceiro lugar no ranking, de acordo com a Intel.
Ainda esta semana, a Intel anunciará uma nova versão do Itanium 2 para operação paralela em larga escala.
Fonte: Reuters



