20/06/2003 08h16 – Atualizado em 20/06/2003 08h16
Os exames residuográficos, de balística e de impressões digitais deram negativo, e os dois suspeitos presos ontem sob acusação de terem atirado em seguranças do filho do presidente da República foram liberados.
Os dois suspeitos, que são irmãos, ficaram presos desde a manhã de quinta-feira. Mas só foram soltos do 95º Distrito Policial (Heliópolis, Zona Sul) por volta da 1h da madrugada desta sexta-feira, com a comprovação, por meio dos exames, de que eles não são os criminosos.
Na noite de anteontem, o cabo da polícia do Exército Nivaldo Ferreira Santos e o colega dele, o subtenente do Exército Alcir José Tomazzi, foram feridos durante o roubo do Astra da Presidência da República, que estava estacionado em frente à casa da namorada do filho de Luiz Inácio Lula da Silva, Sandro Luiz, em Santo André.
Tomazzi, ferido na cabeça, não resistiu e morreu. Santos foi levado para o Hospital do Exército, com ferimentos no tórax e na mão. Os dois suspeitos foram levados até o hospital para serem reconhecidos pelo cabo. Informalmente, Santos afirmou que os dois eram os criminosos, mas depois voltou atrás no momento de formalizar o depoimento.
Além da semelhança física dos suspeitos com o retrato-falado feito por testemunhas, a polícia encontrou uma arma na favela Heliópolis do mesmo calibre (9 mm) daquela utilizada no roubo ao Astra. Até o momento, a polícia não prendeu os verdadeiros criminosos.




