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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Dólar fecha estável. Viva-voz da Bovespa termina em queda

20/06/2003 16h27 – Atualizado em 20/06/2003 16h27

SÃO PAULO – Depois de um dia bastante volátil, o dólar comercial encerrou estável, cotado a R$ 2,885 na compra e R$ 2,890 na venda. A sexta-feira, ponte entre o feriado de Corpus Christi e o fim de semana, foi de baixa liquidez. Na mínima do dia, o dólar caiu 0,44%, a R$ 2,877, e na máxima chegou a subir 0,83%, para R$ 2,914 na venda. Praticamente não houve negócios na última meia hora de operação.

O pregão viva-voz da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em queda de 2,73%, com o Ibovespa em 13.142 pontos e volume financeiro de R$ 550,7 milhões.

O mercado externo não teve sobressaltos, operando com tendência mista, e os investidores locais especularam sobre a divulgação de uma lista ainda neste final de semana com o nome de políticos que estariam envolvidos no escândalo do Banestado. A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a evasão de divisas por uma agência do banco em Nova York deve começar os trabalhos na próxima semana.

Mesmo com a afirmação do ministro-chefe da casa civil, José Dirceu, de que membros do governo não devem estar envolvidos no escândalo, os investidores ficaram preocupados. O temor é de que a CPI atrase a votação das reformas no Congresso, principalmente a da Previdência.

  • É natural que o PT não esteja envolvido no escândalo do Banestado, já que não era governo anteriormente. No entanto, pessoas chaves de outros partidos podem estar envolvidas e isso atrasará a votação das reformas. Alguém ferido poderá travar o andamento das reformas – afirmou o diretor de câmbio da Corretora Souza Barros, Carlos Alberto Abdala, acrescentando que o mercado poderá tomar outro rumo se as denúncias ganharem proporção.

TÍTULOS – O mercado cambial hoje também refletiu a piora do C-Bond e do risco país. O C-Bond, o principal título da dívida brasileira no exterior, apresentava às 17h queda de 0,69% sobre o fechamento de ontem, a 88,77% de seu valor de face. Já o risco-país, que mede a percepção na economia brasileira, calculado pelo J.P. Morgan, subia 3,39%, com 768 pontos-base.

No final da manhã, logo que a Petrobras anunciou a captação de US$ 500 milhões em bônus de dez anos no exterior, o dólar começou a cair. A operação será feita pelo Bear Stearns e o Deutsche Bank e a taxa de juro será conhecida na semana que vem. Com essa emissão, a Petrobras já soma US$ 2,250 bilhões captados no exterior.

Passada a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC), os juros futuros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM%F) encerraram sem uniformidade. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro, o mais negociado, terminou em queda de 0,08%, a 23,25% ao ano. Para outubro deste ano, o segundo contrato mais procurado, houve elevação de 0,08%, a 24,58% ao ano. Para julho, o DI registrava queda de 0,11%, para 25,72% ao ano, já considerando o resultado da última reunião do Copom, quando a taxa básica de juros caiu 0,5 ponto percentual, para 26% ao ano.

O dólar paralelo fechou estável mais uma vez em São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo, a moeda terminou cotada a R$ 2,950 na compra e R$ 3,040 na venda. No Rio, o black ficou em R$ 2,850 na compra e R$ 3,000 na venda. O dólar turismo em São Paulo fechou em alta de 0,67%, a R$ 2,860 na compra e R$ 2,990 na venda.

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