17/06/2003 09h11 – Atualizado em 17/06/2003 09h11
O Governo reuniu oito ministros e 12 entidades representativas para prometer que, no ano que vem, os servidores terão aumento substancialmente maior que o concedido este ano (1%). O anúncio veio dois dias após os servidores públicos anunciarem a primeira greve do Governo Lula para o dia 8.
Foi instaurada a Mesa Nacional Permanente de Negociação. No encontro, os ministros prometeram um futuro melhor para os servidores, com recuperação salarial, adoção de planos de cargos e carreiras e de auxílios.
O secretário de Recursos Humanos, Luís Fernando Silva, argumentou que neste ano não é possível fazer muito por causa do arrocho deixado pelo Governo passado. “Teremos um aumento substancialmente maior no ano que vem”, garantiu.
O ministro do Planejamento, Guido Mantega, seguiu o mesmo discurso. “Para começar, salários dignos, que possam garantir o sustento com tranqüilidade, boas condições de trabalho, o estímulo à criação de carreiras e a possibilidade de que eles venham a progredir dentro de seus postos de trabalho”, prometeu.
O chefe da Casa Civil da Presidência da República, ministro José Dirceu, comprometeu-se a repassar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a solicitação dos servidores. “Vou levar ainda hoje (ontem) o pedido de audiência ao presidente”, frisou Dirceu.
Edvaldo Rosa, coordenador-geral da Fasubra, que representa 150 mil funcionários das universidades federais, acha que a criação da mesa representa uma mudança significativa no tratamento dado aos servidores: “Antes, só conseguíamos negociar com o Governo após as greves”.
Fonte: Agência Estado



