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sábado, 18 de abril de 2026

MS tem 26 espécies de animais em risco de extinção

16/06/2003 08h12 – Atualizado em 16/06/2003 08h12

Arara-azul, Lobo-guará, onça, tatu, além de pássaros e besouro, estão entre as 26 espécies de animais que correm risco de extinção em Mato Grosso do Sul. Desse número, 22 são considerados vulneráveis, dois criticamente em perigo, dois em perigo e uma já extinta. Essas espécies, que figuram na lista de animais brasileiros ameaçados de extinção divulgada Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), são cada vez mais raras no cerrado. Essas estatísticas demonstram a situação alarmante e critica que várias espécies da fauna brasileira, em especial a do cerrado, enfrentam. E o que é pior, sem nenhuma política consistente do governo do Estado para desenvolver programas voltados para a preservação destas espécies. De acordo coma médica-veterinária Maria Lúcia Toledo, especialista em eco-turismo e voluntária no trabalho da ONG (Organização Não-Governamental) Ecoa (Ecologia e Ação), de Campo Grande, a maioria dos projetos que visam garantir a sobrevivência dos animais que estão na lista de extinção divulgada pelo Ibama é feita por entidades não-governamentais. Ela citou que a ONG “Jaguar Consertion Fund”, por exemplo, paga cerca de R$ 200 aos fazendeiros do Pantanal por animal abatido pela onça parda. Essa seria uma forma de evitar que as proprietárias rurais imprimissem caçadas ao animal. Outro projeto lembrado pela médica-veterinária é o Arara-Azul, desenvolvido pela bióloga Neiva Guedas e que há vários anos conta com recursos do exterior para garantir a sobrevivência ave que tem o mesmo nome. Maria Toledo acrescenta que existem pesquisadores que concentram esforços na região de Rio Negro, na entrada do Pantanal monitorando e ajudando a preservar a onça pintada e a ariranha. A CI (“Conservatin Internation”) destina recursos extrangeiros na região. A ocupação do cerrado por lavouras e pastos e a abertura de estradas onde só havia vegetação nativa não provocam alterações apenas na flora de Mato Grosso do Sul. A derrubada de árvores e a substituição de matas por extensas plantações de soja, por exemplo, reduzem o hábitat dos animais silvestres, obrigando-os a mudanças de hábitos que comprometem a sobrevivência das espécies e o ciclo de vida na natureza. Esses fatores – associados às queimadas, comuns nesta época do ano, atropelamentos, caça e tráfico – colocam em risco o futuro de animais como o lobo-guará, onça-pintada, tamanduá-bandeira entre outros. A proteção dos animais ameaçados de extinção e a preservação da fauna dependem de maior rigor no combate à caça e da manutenção de reservas nativas nas propriedades rurais – de acordo com a lei, 20% dessas áreas devem ser mantidas intactas – e das matas que margeiam os cursos d’água. Essas medidas contribuiriam para manter os animais em seu habitat, como defende a médica-veterinária Maria Toledo. O governo aproveitará a reforma tributária, em discussão no Congresso, para defender projeto que cria um fundo de compensação para os Estados que abriguem áreas de proteção da natureza e reservas indígenas. O anúncio foi feito pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, na semana passada, quando pediu prioridade para a votação de 11 projetos de lei, entre eles o da Mata Atlântica e o do código de acesso aos recursos genéticos. O projeto do fundo já passou no Senado e agora está na Câmara. A proposta é criar uma reserva com parcela de 2% do FPE (Fundo de Participação dos Estados) e do Distrito Federal (0,5% do Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 1,5% do Sul e Sudeste) para projetos de desenvolvimento sustentável. O valor seria redistribuído proporcionalmente aos Estados com áreas de preservação ambientais e indígenas, independentemente da região. O projeto, segundo Marina Silva, é uma forma de garantir o comprometimento do País com a preservação do meio ambiente. “O Brasil inteiro nos cobra a preservação da Amazônia, mas ali existem 20 milhões de habitantes que precisam se alimentar e viver. Para que a região seja preservada e dê qualidade de vida aos habitantes são necessários investimentos que banquem iniciativas de mudança no padrão de produção. Muitos dos projetos defendidos como prioritários pelo governo coincidiram com os listados pelo fórum brasileiro de organizações não-governamentais e movimentos sociais, também entregues na Câmara. “Todos os itens serão votados na medida das condições políticas”, respondeu o presidente da Câmara, João Paulo (PT-SP). Confira a lista dos animais que estão ameaçados em Mato Grosso do Sul: Columbina cyanopis (Pelzeln, 1870) Nome popular: Rolinha-do-planalto Categoria de ameaça: Criticamente em perigo UF: GO, MS, MT, SP Coryphaspiza melanotis (Temminck, 1822) Nome popular: Tico-tico-do-campo Categoria de ameaça: Vulnerável UF: DF, GO, MG, MS, MT, PA, PR, SP Sporophila cinnamomea (Lafresnaye, 1839) Nome popular: Caboclinho-de-chapéu-cinzento Categoria de ameaça: Em perigo UF: GO, MG, MS, PR, RS, SP Sporophila nigrorufa (ddocument.write Chr(39)Orbigny & Lafresnaye, 1837) Nome popular: Caboclinho-do-sertão Categoria de ameaça: Vulnerável UF: MS, MT Sporophila palustris (Barrows, 1883) Nome popular: Caboclinho-de-papo-branco Categoria de ameaça: Em perigo UF: BA, GO, MG, MS, MT, RS, SP Geobates poecilopterus (Wied, 1830) Nome popular: Andarilho, bate-bunda Categoria de ameaça: Vulnerável UF: BA, DF, GO, MG, MS, MT, SP Alectrurus tricolor (Vieillot, 1816) Nome popular: Galito Categoria de ameaça: Vulnerável UF: DF, ES, GO, MG, MS, PR, SP Culicivora caudacuta (Vieillot, 1818) Nome popular: Maria-do-campo, papa-moscas-do-campo Categoria de ameaça: Vulnerável UF: BA, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PR, SP, TO Polystictus pectoralis pectoralis (Vieillot, 1817) Nome popular: Tricolino-canela, papa-moscas-canela Categoria de ameaça: Vulnerável UF: GO, MS, MT, PR, RS, SP Anodorhynchus glaucus (Vieillot, 1816) Nome popular: Arara-azul-pequena Categoria de ameaça: Extinta UF: MS, PR, RS, SC Anodorhynchus hyacinthinus (Latham, 1790) Nome popular: Arara-azul-grande Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AP, BA, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, SP, TO Nothura minor (Spix, 1825) Nome popular: Codorna, Codorna-buraqueira Categoria de ameaça: Vulnerável UF: DF, GO, MG, MS, MT, SP Arrhopalites papaveroi (Zeppelini & Palacius-Vargas, 1999) Nome popular: Colembolo Categoria de ameaça: Vulnerável UF: MS Megasoma actaeon janus (Felsche, 1906) Nome popular: Besouro-de-chifre Categoria de ameaça: Vulnerável UF: MS, SP Blastocerus dichotomus (Illiger, 1815) Nome popular: Cervo-do-pantanal Categoria de ameaça: Vulnerável UF: GO, MG, MS, MT, PR, RO, RS, SP, TO Chrysocyon brachyurus (Illiger, 1815) Nome popular: Lobo-guará Categoria de ameaça: Vulnerável UF: BA, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PR, RJ, RS, SC, SP, TO Speothos venaticus (Lund, 1842) Nome popular: Cachorro-vinagre Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AC, AM, AP, BA, DF, GO, MA, MS, MT, PA, PR, RO, RR, SC, SP, TO Leopardus pardalis mitis (Cuvier, 1820) Nome popular: Jaguatirica Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AL, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RS, SC, SP, TO Leopardus tigrinus (Schreber, 1775) Nome popular: Gato-do-mato Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AL, AM, AP, BA, CE, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PB, PE, PI, PR, RJ, RN, RR, RS, SE, SC, SP, TO Leopardus wiedii (Schinz, 1821) Nome popular: Gato-maracajá Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AC, AM, AP, BA, DF, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, PR, RJ, RO, RR, RS, SC, SP, TO Oncifelis colocolo (Molina, 1810) Nome popular: Gato-palheiro Categoria de ameaça: Vulnerável UF: BA, DF, GO, MG, MS, MT, PI, RS, SP, TO Panthera onca (Linnaeus, 1758) Nome popular: Onça-pintada Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AC, AM, AP, BA, ES, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, PR, RJ, RO, RR, RS, SP, TO Puma concolor capricornensis (Nelson & Goldman, 1929) Nome popular: Onça-parda, suçuarana, puma, onça-vermelha, leão-baio Cat
egoria de ameaça: Vulnerável UF: ES, MG, MS, PR, RJ, RS, SC, SP Pteronura brasiliensis (Gmelin, 1788) Nome popular: Ariranha Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AC, AM, AP, DF, GO, MA, MS, MT, PA, PR, RJ, RO, RR, SP, TO Carterodon sulcidens (Lund, 1841) Nome popular: Rato-de-espinho Categoria de ameaça: Criticamente em perigo UF: MS, MG, DF Priodontes maximus (Kerr, 1792) Nome popular: Tatu-canastra Categoria de ameaça: Vulnerável UF: AC, AM, AP, BA, DF, ES, GO, MG, MS, MT, PA, PI, RO, RR, TO.

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