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sábado, 27 de junho de 2026

Museu iraquiano recupera vaso de 5,2 mil anos

13/06/2003 14h53 – Atualizado em 13/06/2003 14h53

Um dos maiores tesouros culturais do Iraque, o Vaso Sagrado de Warka, foi devolvido ao museu nacional de Bagdá na quarta-feira, depois de ter passado mais de um mês desaparecido.

A antigüidade, feita em 3200 a.C., era uma das principais atrações que desapareceram do museu durante a guerra no Iraque, mas foi devolvida por três homens aos seguranças do prédio.

Várias das relíquias que se acreditava perdidas foram devolvidas ou reencontradas. Segundo a administração americana, poucas peças foram realmente roubadas.

Pouco depois do fim da guerra, uma revista nos porões do museu revelou a existência de 179 caixas que guardavam a maior parte das antigüidades.

Voluntários:

Outras peças foram devolvidas por funcionários do museu que as haviam levado para casa para garantir a segurança delas durante a guerra.

A devolução do Vaso Sagrado de Warka coincidiu com a visita de Pietro Cordone, o conselheiro cultural da coalizão que administra o Iraque desde o fim da guerra.

O embaixador se encontrou e agradeceu pessoalmente aos três homens por terem devolvido o vaso e outros objetos de menor valor.

“Essa é uma das peças mais importantes do museu de Bagdá, e estou muito satisfeito por ela ter sido devolvida”, disse Cordone.

“Como toda a comunidade internacional, estava preocupado que o vaso não fosse mais encontrado. Isso é um motivo de comemoração para o mundo todo.”

Em queda:

Cordone ainda se disse satisfeito por saber que o número de peças desaparecidas está diminuindo a cada dia.

Na semana passada, haviam sido contabilizados 47 objetos desaparecidos, incluindo o vaso, da coleção principal do museu.

Uma redução considerável no número de “baixas” aconteceu quando uma câmara secreta, nos porões do museu, foi descoberta.

Então, a estimativa dos investigadores americanos de objetos perdidos caiu de 170 mil para 3 mil.

Os investigadores também afirmam ter recuperado uma coleção de jóias assírias de valor inestimável – os artefatos de Nimrud – que havia sido depositada em um cofre do Banco Central do Iraque no início da década de 90.

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