12/06/2003 09h19 – Atualizado em 12/06/2003 09h19
Ministros da Defesa dos países-membros da Otan (aliança militar ocidental) fazem nesta quinta-feira em Bruxelas seu primeiro encontro oficial desde o início da guerra no Iraque.
No topo da pauta de negociações está a atuação da Otan em missões difíceis fora da Europa, como aquelas que envolvem a manutenção da paz no Afeganistão e no Iraque.
O secretário da Defesa americano, Donald Rumsfeld, deve dizer aos colegas que a aliança precisa aprender as lições que o último conflito no Golfo Pérsico tem a ensinar.
Ao seu ver, a vitória da coalizão liderada pelos Estados Unidos de forma rápida sustentam a tese de que os Exércitos devem utilizar forças mais leves e móveis para que a movimentação de tropas ocorra de forma mais ágil.
Modernização:
O correspondente de assuntos militares da BBC diz que alguns países da Otan já vêm realizando avanços para a modernização de suas forças, mas que ainda falta muito a ser feito.
No encontro de dois dias os ministros devem debater também a restruturação política da aliança e seus novos desafios no mundo.
Atualmente com 19 membros, a Otan passará a contar com 26 integrantes no próximo ano. Como suas decisões são tomadas por consenso, ao se expandir, o organismo multilateral precisa reavaliar seus processos internos.
Polônia:
Um dos mais recentes integrantes, a Polônia, vai liderar uma missão de manutenção de paz em parte do Iraque.
Os poloneses, inexperientes em tarefas do gênero, já pediram auxílio técnico e logístico da Otan. O assunto deve ser tratado também hoje em Bruxelas.
O reencontro entre líderes dos Estados Unidos e de nações européias que se opuseram à guerra – principalmente França e Alemanha – é uma nova oportunidade para o processo de reconciliação diplomática transatlântica.
Antes da campanha militar no Iraque, a Otan foi um dos palcos dessa disputa, quando franceses, alemães e belgas vetaram planos americanos de ajuda à Turquia, país vizinho ao Iraque.




