12/06/2003 14h11 – Atualizado em 12/06/2003 14h11
O volume de cheques sem fundos bateu recorde em maio e no acumulado dos primeiros cinco meses do ano. No mês passado foram devolvidos 3,27 milhões de cheques, o que corresponde a 17,6 cheques sem fundos a cada mil compensados. O volume foi 18,1% maior do que em maio de 2002 (14,9 cheques devolvidos a cada mil compensados) e é o maior desde 1991, ano em que o índice foi criado pela Serasa, empresa de informações econômico-financeiras. Na comparação com abril também houve aumento, de 8,6%. Em abril foram devolvidos 16,2 cheques a cada mil compensados.
A queda de renda, o desemprego e a estagnação da economia estão tornando os indicadores de 2003 piores do que os de 2002. Nos primeiros cinco meses deste ano o volume de cheques sem fundos subiu 7,5% em relação a iguais meses do ano passado, atingindo 15,8 a cada mil compensados. Esse volume é também recorde desde 1991.
Geralmente, o pico da inadimplência em cheques ocorre em março, por causa das compras feitas no fim do ano. Este ano, maio superou março (16,7 devolvidos por mil compensados) e os técnicos da Serasa afirmam que a conjuntura para o consumidor se agravou. Para a Serasa, o comércio foi pouco cauteloso no fim do ano, quando alongou demasiadamente os prazos de parcelamento com cheques pré-datados sem metodologia adequada.
A Serasa acredita que este ano a alta da inadimplência – antes sazonal e limitada ao primeiro trimestre – permanecerá até o fim deste mês, mesmo com a fraca demanda por crédito, com o consumidor retraído e com a atividade econômica baixa. Para a empresa, alguma melhoria somente ocorrerá no segundo semestre.




