10/06/2003 09h37 – Atualizado em 10/06/2003 09h37
Linda, determinada, sensual e talentosa. Todos esses adjetivos levaram Jorge Furtado e escrever um papel especialmente para Luana Piovani, a quarta “super poderosa” segundo as próprias palavras do diretor de “O homem que copiava”, longa que estréia nesta sexta-feira em todo o Brasil. A referência vem do desenho animado americano em que três meninas usam seus super poderes para combater o crime ao mesmo tempo que brincam de amarelinha e cuidam da aparência.
A definição de Furtado não é nenhum exagero. Em um elenco de primeiro time – com Lázaro Ramos (“Madame Satã”), Pedro Cardoso e Leandra Leal -, Luana Piovani se destaca na pele de Marinês, uma vulgar vendedora de papelaria que sonha em ficar rica casando-se com um milionário. Sem papas na língua, a personagem fala o que pensa, o que quer e o que sente. Ou seja, tão autêntica quanto a musa.
- Claro que pensei na beleza e no talento dela para comédia. Mas principalmente porque, assim como a personagem, Luana é uma mulher autêntica e poderosa na vida real. Sabe o que quer – disse o diretor durante a entrevista coletiva no Rio sobre o filme. – Ela é a quarta document.write Chr(39)menina superpoderosadocument.write Chr(39) – brincou ele.
E coloca poder nisso. Linda na tela usando unhas postiças vermelhas, maquiagem exagerada e penteados duvidosos para caracterizar sua personagem, Luana enlouquece o pobre Cardoso, vivido por Pedro Cardoso (o nome não é mera coincidência, Furtado manteve a descrição que dava ao ator enquanto escrevia o roteiro). Marinês, virgem, é sincera e pertubadora quando diz coisas como “vou conhecer sua coleção de CDs sim, mas não vou te dar”, “me masturbo também assim como você” ou “não sei o preço de uma calcinha, eu não uso”.
- Ela fala absurdos como esses como se estivesse falando de uma flor. Marinês é vulgar sim. Mas qual o pecado nisso? – diz Luana, que faz seu segundo trabalho no cinema depois da experiência no infantil “Supercolosso”.
A atriz foi convidada para fazer “O homem que copiava” há cinco anos, quando ainda estava morando em Nova York onde fazia um programa para a MTV. Toda a construção da personagem foi acertada via e-mail com Jorge Furtado e as dicas do diretor ajudaram na criação de Marinês.
- Por trabalhar em TV, a gente fica com um protótipo desse tipo de personagem. Mas Marinês é de uma sinceridade absurda e fui descobrindo essa verdade dela. Tive muita ajuda com as dicas do Jorge (Furtado) e de Pedro (Cardoso), me guiava nas escadas na hora das falas – explicou a atriz, que fala com sotaque gaúcho no filme.



