10/06/2003 14h56 – Atualizado em 10/06/2003 14h56
Pela segunda vez nesta terça-feira, helicópteros de Israel atacaram um carro em território palestino em perseguição a militantes.
Três pessoas morreram e outras 32 ficaram feridas em Jabalya, norte da Faixa de Gaza, de acordo com os médicos do hospital que atendeu as vítimas.
O exército israelense disse que os helicópteros estavam mirando os responsáveis pelos disparos de quatro foguetes com bombas contra Israel, o que deixou pelo menos uma pessoa ferida na cidade de Sderot.
Os foguetes eram uma aparente resposta à tentativa israelense de matar um líder da organização Hamas mais cedo.
Civis:
Os três mortos no segundo ataque israelense são da mesma família, todos civis.
De acordo com os médicos, entretanto, havia responsáveis pelos foguetes entre os feridos.
No primeiro ataque do dia, as forças israelenses tinham bombardeado o carro de Abdel-Aziz Al-Rantissi, um dos líderes do Hamas, que ficou ferido e jurou “vingança”.
Israel havia prometido continuar a ofensiva, que seria uma resposta ao ataque que matou quatro soldados israelenses num posto do exército no domingo.
Bush:
O porta-voz da Casa Branca disse que o presidente Bush ficou “profundamente chocado” com o ataque e que isso poderia minar esforços da Autoridade Palestina para pôr fim ao terrorismo na região.
Na cúpula que reuniu Israel, Estados Unidos e a Autoridade Nacional Palestina em Aqaba, Jordânia, na semana passada, ficou acertada a criação do Estado palestino até 2005.
Entre os compromissos assumidos pelos líderes estava o combate ao extremismo.
Desde então, o primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, tem tido dificuldade para convencer os militantes islâmicos de interromper os ataques a alvos israelenses.
Organizações como o Hamas haviam prometido continuar os ataques.
Os Estados Unidos temem que, depois da ofensiva israelense, fique ainda mais difícil para as autoridades palestinas segurar os militantes.



