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quinta-feira, 25 de junho de 2026

Hillary nega intenção de concorrer à Casa Branca em 2008

09/06/2003 15h38 – Atualizado em 09/06/2003 15h38

WASHINGTON – A senadora Hillary Rodham Clinton, cujas memórias do período em que foi primeira-dama dos EUA chegam às livrarias do país nesta segunda-feira, disse que não tem intenção de concorrer à Presidência em 2008, como vem se especulando. Em seu primeiro mandato no Senado, uma das figuras mais polarizadoras da política americana, disse em diferentes entrevistas à revista “Time” e à ABC News, na noite de domingo, que não tem planos de disputar a Casa Branca.

  • Não tenho intenção ou plano de concorrer – disse à entrevistadora Barbara Walters, da ABC.

Hillary disse que se sente honrada pelas especulações e que espera que isso encoraje outras mulheres a sonhar com o Salão Oval – que seu marido, Bill Clinton, ocupou de 1992 a 2000.

Muito barulho antecedeu o lançamento do livro “Living History”, em que Hillary revive suas memórias do escândalo Monica Lewinsky. Toda a publicidade insuflou as especulações sobre o futuro político da senadora.

Hillary Clinton já havia negado sua intenção de concorrer em 2004 à Casa Branca. Nove outros democratas já estão se preparando para enfrentar George W. Bush, que tentará a reeleição.

À revista “Time”, Hillary disse que está gostando da vida no Senado e vai tentar se reeleger em 2006. Indagada pela revista sobre suas pretensas ambições de disputar a Presidência em 2008, ela replicou:

  • Não tenho intenção de concorrer à Presidência.

No livro, Hillary relata como o ex-presidente Bill Clinton mentiu para ela durante sete meses sobre seu caso com a estagiária Monica Lewinsky, confessando-o somente dias antes de testemunhar na Justiça.

“Como esposa, eu queria apertar o pescoço de Bill”, escreveu a ex-primeira-dama, detalhando também como seu marido e ela passaram a dormir em camas separadas depois disso.

Indagada por Barbara Walter se ainda acredita que houve uma “grande conspiração de direita” contra seu marido, ela respondeu:

  • Diria que há uma rede de pessoas de direita muito bem financiada que estava atrás dele desde o início. Não é realmente uma conspiração, porque se dá à luz do dia.

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