09/06/2003 15h51 – Atualizado em 09/06/2003 15h51
SÃO PAULO – O dólar voltou a cair com mais intensidade na última hora de negociação. Às 15h54m, a moeda americana era negociada a R$ 2,863 na compra e R$ 2,868 na venda, com redução de 0,38% sobre o fechamento de sexta-feira. Na mínima do dia, o dólar foi a R$ 2,860 (queda de 0,65%), a menor cotação do ano.
De acordo com os analistas, é natural que o baixo volume de negociações altere a cotação. A entrada de recursos externos captados por empresas no exterior, no entanto, puxa a moeda para baixo.
A Usiminas iniciou uma captação de US$ 50 milhões, com prazo de 12 meses para os papéis. A Telesp Celular também concluiu a emissão de US$ 150 milhões, a primeira grande captação de uma empresa não exportadora no ano. Novas captações estão sendo esperadas pela Ambev, Bradesco, Sabesp e Votorantim, entre outras empresas.
BLACK – O dólar paralelo em São Paulo acompanhou hoje a queda do comercial e fechou em redução de 2,58%, a R$ 2,970 na compra e R$ 3,020 na venda. No Rio de Janeiro, o black fechou estável, cotado a R$ 2,850 na compra e R$ 3 na venda. O dólar turismo em São Paulo encerrou com queda de 0,33%, a R$ 2,860 na compra e R$ 2,960 na venda.
BOLSA – A semana começou em ritmo fraco na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que mantém queda de 0,52% nesta última hora de negociação. Depois de ganharem com a alta nos últimos quatro pregões, os acionistas estão realizando lucro, de acordo com operadores de mercado. A queda na Bovespa também é puxada pelo resultado das bolsas americanas. Há pouco o índice Dow Jones apresentava recuo de 0,98%.
O Ibovespa está a 13.850 pontos e o volume financeiro é de R$ 357,4 milhões. Entre as ações mais negociadas estão Telemar PN, Petrobras PN e Embratel PN. As maiores baixas são Telemar PNA (5%), Tele Centro Sul (2,8%) e Copel PNB (2,3%). Já as maiores altas são Klabin PN (4%), Embratel ON (2,1%) e Itausa PN (2%).
JUROS FUTUROS – As taxas de juros negociadas no mercado futuro estão em baixa. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro, o mais negociado na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), projetava às 15h10m taxa anual de 23,58%, com queda de 0,59% sobre o fechamento de sexta-feira. O DI de julho registrava queda de 0,11%, a 26% ao ano, meio ponto percentual menor que a atual taxa básica. Já o de agosto, apresentava queda de 0,23%, a 25,69% ao ano.
RISCO – O principal título da dívida externa brasileira segue com cotações próximas da estabilidade. O C-Bond registra leve queda, de 0,08%, negociado a 91,84% de seu valor de face (US$ 0,9184).
Apesar de o recuo do C-Bond ser bastante tímido, o risco Brasil sobe de maneira mais expressiva. Conforme levantamento feito pelo banco JP Morgan Chase, o Embi+ aponta alta de 0,41%, a 730 pontos-base.




