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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Mais nove serão julgados por atentados em Bali

03/06/2003 09h46 – Atualizado em 03/06/2003 09h46

Promotores da Indonésia enviaram à Justiça acusações contra outras nove pessoas supostamente envolvidas nos atentados que deixaram mais de 200 mortos em Bali em outubro do ano passado, incluindo Ali Gufron, mais conhecido como Muklas, que seria um dos mentores da ação.

Gufron pode ser condenado à pena de morte de acordo com as novas leis indonésias contra o terror.

A mesma punição pode ser aplicada a Herniato e Imam Samudra, outros dois acusados de planejar os ataques.

Os outros suspeitos teriam apenas ajudado a esconder os envolvidos e podem ser condenados à pena máxima de 15 anos de prisão.

Audiência:

A audiência de Mukhlas foi bastante esperada.

Ele não é apenas suspeito de planejar a operação de Bali, mas também admitiu, em um outro julgamento na semana passada, ser o chefe do grupo militante regional Jemaah Islamiah e cohecer Osama Bin Laden muito bem.

O Jemaah Islamiah estaria fazendo campanha por um estado muçulmano no sudoeste asiático.

O governo dos Estados Unidos diz que o grupo tem ligações com a Al-Qaeda.

Mukhlas é um dos irmãos mais velhos de dois outros suspeitos pelas explosões em Bali, Amrozi e Ali Imron.

O julgamente de Amrozi, que é acusado de comprar explosivos e o carro onde estavam as bombas, já começou.

Três bombas:

Três bombas explodiram em Bali em outubro. A primeira explodiu em frente ao consulado americano em Denpasar, causando apenas reduzidos danos materiais.

As outras duas, uma dentro do bar Paddydocument.write Chr(39)s e outra em frente à boate Sari, fizeram 202 mortos, a maioria turistas estrangeiros de férias no local.

De acordo com a investigação da polícia indonésia, Imam Samudra foi o responsável pela escolha da boate e coordenou os encontros para a realização dos atentados.

Ele teria ainda ficado em Bali quatro dias depois dos ataques para acompanhar a investigação da polícia.

Além disso, Imam Samudra é acusado de ter organizado um assalto para financiar os atentados e de ter se envolvido em outra série de ataques a bomba em dezembro de 2000.

Os advogados de defesa dizem que a acusação contra Imam Samudra é muito longa e complicada e que a investigação que levou à sua prisão não foi correta por causa da presença de agentes estrangeiros.

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