03/06/2003 14h22 – Atualizado em 03/06/2003 14h22
Deixaram de ser feita 18 cirurgias eletivas hoje na Santa Casa, devido á paralisação de 108 auxiliares, técnicos e atendentes de Enfermagem. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, diariamente acontecem, em média, 40 cirurgias eletivas, e o prosseguimento da agenda da tarde depende do comparecimento da categoria. Para o turno da manhã de hoje estavam previstos 276 trabalhadores na área. Ainda segundo a assessoria, não existe negociação entre a Santa Casa e a categoria porque o debate sobre salários é feito diretamente pelo Sindicato dos Hospitais.
Auxiliares de enfermagem vão fazer vigília permanente:
Os técnicos e auxiliares de enfermagem da Santa Casa de Campo Grande que estão em greve desde às 6h da manhã de hoje, vão ficar em estado de vigília permanente na rua 13 de Maio, em frente ao hospital, durante todo o dia, conforme o presidente do Siems (Sindicato dos Enfermeiros), Paulo Machado.
Apesar da paralisação, segundo o sindicato, de 60% dos funcionários do setor de enfermagem, o movimento de pacientes no saguão e nos corredores dos hospitais ainda é normal. O presidente do Siems, Paulo Machado, disse ao Campo Grande News que a greve é por tempo indeterminado. Os auxiliares querem um reajuste salarial de 43,14%, mas a direção do hospital ofereceu somente 8%.
Hoje às 10h, o comando de greve reúne-se com o presidente do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 24º Região, o juiz João de Deus, para tratar da paralisação e suas conseqüências.A Santa Casa ainda não informou o número de cirurgias canceladas e de funcionários da enfermagem que não foram trabalhar.
Greve de enfermeiros na Santa Casa tem 60% de adesão:
Pelo menos 60 enfermeiros, entre técnicos e auxiliares de enfermagem, protestam em frente à Santa Casa, em Campo Grande, por melhores salários. Segundo o presidente do Siems (Sindicato dos Trabalhadores em Enfermagem de Mato Grosso do Sul), Paulo Machado, os manifestantes correspondem a 60% do total de trabalhadores que atuam no hospital. Ele afirmou que apenas as cirurgias eletivas devem apresentar problemas, mas o atendimento de emergência e a rotina do hospital não devem ser alterados porque a categoria está respeitando o limite de 30% de trabalhadores em atividade por se tratar de serviço essencial. A categoria está reivindicando reposição de 43,14% e 24,64% de perdas salariais, insalubridade de 40%, cesta básica para todos os trabalhadores, prêmio de assiduidade, folgas para compensar os domingos trabalhados e estacionamento gratuito. A Santa Casa oferece 8% de reajuste.





