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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Decisão sobre juros virá no document.write Chr(39)momento certo

02/06/2003 14h31 – Atualizado em 02/06/2003 14h31

Mesmo participando do encontro dos países ricos em Genebra, na Suíça, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não escapou de responder perguntas sobre o tema que mais implica cobranças para o seu governo: as altas taxas de juros em vigor no país.

Falando ao final de sua estadia em Genebra, onde visitou a Organização Internacional do Trabalho (OIT), Lula admitiu que “conversa sobre juros todos os dias”.

Mas também disse que decisões sobre esse assunto só serão tomadas “no momento certo” e reforçou sua confiança no ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que fez parte da comitiva que veio à Europa.

“Tenho um ministro da Fazenda em que eu confio plenamente, um companheiro há muitos e muitos anos, que muitas vezes tem mais bom senso até do que eu, é mais equilibrado do que eu”, disse o presidente.

Negociações:

Pela manhã, em discurso na OIT, Lula disse que seu governo dá ênfase ao “resgate da credibilidade econômica”.

À tarde, na mesma linha, defendeu mais uma vez uma política gradual com respeito aos juros.

“Todos nós no Brasil entendemos que é preciso abaixar os juros, mas não se faz isso com bravata, mas com passos bem dados, no momento certo de fazer as coisas.”

“Nenhum país pode se desenvolver se as taxas de juros oferecidas pelo governo forem maiores que o lucro oferecido pela produção.”

Ele tambem criticou os juros para cartão de crédito, do cheque especial e dos empréstimos para capital de giro das empresas, que, em sua opinião, são mais danosos que as taxas definidas pelo Banco Central.

Mesmo assim, não deu a impressão de que defende uma ação mais direta do governo para forçar a queda destas taxas.

“Vamos ter que pensar direitinho, conversar com muita gente no Brasil, para encontrar soluções”, disse Lula.

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