28/05/2003 10h02 – Atualizado em 28/05/2003 10h02
O dólar comercial opera com leve baixa nesta manhã, ainda à procura de uma tendência para oscilar. Às 10h35m, a moeda americana era negociada por R$ 3,017 na compra e R$ 3,021 na venda, com queda de 0,32%. O volume de negócios ainda é bastante reduzido, mas aponta para uma melhora, com a boa assimilação das mudanças na rolagem da dívida pública anunciada segunda-feira. Já a Bovespa dá continuidade à tendência de alta verificada nesta terça-feira, acompanhando a abertura positiva das bolsas americanas. Às 10h41m, o Índice Bovespa tinha 13.383 pontos, com valorização de 1,03%. O volume financeiro total na bolsa era de R$ 95,1 milhões.
Telemar PN, ação mais negociada do mercado doméstico, tem alta de 1,52%. Entre as ações que fazem parte do Ibovespa, as maiores altas são de Embratel Participações ON (+3,6%) e Telemar Norte Leste PNA (+2,7%). Já as quedas mais significativas do índice são de AmBev PN (-1,3%) e Souza Cruz ON (-0,5%).
CÂMBIO – Segundo informam as mesas de operações, o comportamento do C-Bond será acompanhado de perto hoje e deve ter influência importante sobre as cotações do dólar. Ontem o título sofreu queda significativa, provocada pela realização de lucros de um grande investidor. Com isso, impediu um desempenho melhor do mercado de câmbio. Hoje, o C-Bond iniciou o dia em leve baixa, mas ainda com poucos negócios. O risco-país tem alta de 1,26%, e registra 801 pontos-base.
O mercado já está ajustado ao primeiro impacto da notícia sobre as rolagens parciais da dívida pública cambial. A notícia gerou uma resistência do dólar no patamar dos R$ 3,00, embora os profissionais não descartem a queda até R$ 2,90. Foi nesse preço que o BC anunciou que reduziria seu endividamento em dólares, diminuindo a oferta de document.write Chr(39)document.write Chr(39)hedgedocument.write Chr(39)document.write Chr(39) (proteção cambial). Por outro lado, os ingressos de recursos de exportações e captações externas deverão amenizar as pressões esperadas com a medida.
O destaque da manhã é a inflação medida pela Fipe na terceira quadrissemana de maio em São Paulo. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou taxa de 0,28% no período, contra 0,30% da quadrissemana anterior. A taxa ficou dentro do esperado pelo mercado e mostra ritmo lento na desaceleração dos reajustes. No mercado de juros futuros, as taxas oscilam perto da estabilidade. O Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2004 está em 24,18% ao ano, o mesmo percentual do fechamento de ontem.
Notícia não tão boa é o desemprego recorde na Grande São Paulo registrado pelo Dieese em abril. A taxa ficou em 20,6% no mês passado. Outro fato que merece atenção é a possibilidade de reforma ministerial no governo, devido à adesão do PMDB ao governo, anunciada ontem. O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou hoje, em entrevista à Rádio CBN, que o seu partido vai ganhar ministérios em uma futura reforma ministerial, prevista para ocorrer no final do ano.



