28/05/2003 10h34 – Atualizado em 28/05/2003 10h34
SÃO PAULO – O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à Rádio CBN, que o seu partido vai ganhar ministérios em uma futura reforma ministerial, prevista para ocorrer no final do ano. Ontem, a legenda formalizou apoio ao governo Luiz Inácio Lula da Silva.
- Foi um acordo de princípios. O PMDB terá na reforma ministerial o espaço correspondente ao seu tamanho. O PMDB é a maior instituição partidária congressual e terá espaço correspondente ao prestígio que o partido tem na sociedade. Seria uma tolice imaginar que o PMDB, maior partido, esta indo para o governo para ter um carguinho, um espaço qualquer em uma estatal – disse ele, ao responder se o partido não teme ser acusado de “fazer fisiologismo”.
Segundo o senador, o partido, que ainda não ocupa nenhum ministério no governo Lula, vai aguardar a reforma ministerial “para que o PMDB tenha um espaço justo no governo”.
- Quando você integra a base passa a dividir responsabilidades de governo. Isso significa ajudar na votação, na defesa do parlamento, no monitoramento das votações, na definição das políticas públicas e na ocupação de cargos. Mas vamos deixar isso para depois – disse.
Calheiros salientou que a reforma ministerial ainda não tem data: “seria feita mais para o final do ano”, segundo acordo firmado com Lula.
Com os 68 deputados e 22 senadores do PMDB, a base governista chega a 326 deputados (18 a mais do que os 308 necessários para a aprovação de reformas constitucionais) e a 53 senadores (quase dois terços das 81 cadeiras), caso os peemedebistas votem unidos.
- A expectativa é de que tenhamos uma maioria mais folgada do que a maioria do governo anterior – acrescentou o líder do PMDB no Senado.
O peemedebista ressaltou também que o acordo para o partido apoiar o governo “não implica alinhamento para eleição municipal nem para a nacional”.
- O próprio presidente deixou isso bem claro – completou.
Ele disse ser favorável à entrada da governadora do Rio, Rosinha Garotinho, e do marido dela, Anthony Garotinho, no PMDB, embora não tenha participado de uma reunião que discutiu o assunto.
- Sou absolutamente favorável à entrada de Garotinho e de Rosinha. O PMDB é um partido democrático, aberto, e nós nos sentiríamos honrados tanto com Garotinho como com a governadora Rosinha – destacou.
Segundo o senador, o “PMDB hoje vive um momento positivo”.
- Diferentemente de outros partidos, o PMDB vive um bom momento porque tem aproximado as correntes internas no rumo da unidade partidária. E isso é muito bom. O quadro de apoio ao governo na bancada do Senado é unânime. Na Câmara, você tem uma dissidência, de pessoas que não querem ir para o governo, que não chega a dez, numa bancada de 70. Isso significa que vamos reunificar o partido, vamos dar a maioria congressual ao partido.




