28/05/2003 15h07 – Atualizado em 28/05/2003 15h07
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, assinou um plano de emergência para combater a Aids na África e no Caribe, destinando US$ 15 bilhões aos países mais atingidos pela doença.
Bush também pediu à União Européia que não demore a fazer uma “generosa” contribuição à campanha mundial contra a doença.
Enquanto alguns saudaram a medida do presidente americano – entre eles o roqueiro e ativista Bono –, outros disseram que a cifra destinada não é suficiente para erradicar uma doença que causa a morte de uma pessoa no mundo a cada dez segundos.
“Temos o dever moral de atuar e não estamos fazendo-o”, disse Bush, durante a cerimônia de assinatura do documento, que ainda precisa ser referendado pelo Congresso americano.
Comparação:
Bush fez uma comparação entre o combate a Aids e a campanha de reconstrução da Europa após o fim da Segunda Guerra Mundial.
De acordo com analistas, o anúncio feito pela admnistração Bush de triplicar seus gastos na luta contra a doença pretende ser um contraponto a abalos na imagem internacional dos Estados Unidos causada pela guerra do Iraque.
O presidente americano afirmou que a Aids na África está enchendo cemitérios, criando órfãos e fazendo com que milhões tenham de lutar desesperadamente por suas vidas.
“Quero lembar-lhes que o tempo não está a nosso favor. Cada dia de atraso representa 8 mil mortes causadas pela doença.
A cifra destinada ao combate da doença pode dar esperança para cerca de 2 milhões de pessoas contaminadas pelo vírus HIV, que não têm condições de pagar por um coquetel anti-viral que pode prolongar suas vidas.
Os países africanos que devem receber ajuda são Botsuana, Costa do Marfim, Etiópia, Quênia, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Ruanda, África do Sul, Tanzânia, Uganda e Zâmbia. No Caribe, receberão ajuda a Guiana e o Haiti.




