20/05/2003 08h17 – Atualizado em 20/05/2003 08h17
MIAMI (CNN) — Existe uma “probabilidade alta” de que a temporada de furacões deste ano no Atlântico, que começará em 1º de junho, seja bem mais movimentada do que o normal. O alerta foi feito nesta segunda-feira por meteorologistas do governo norte-americano.
Os técnicos da NOAA – a agência federal que estuda as condições atmosféricas e oceânicas – prevêem que os Estados Unidos serão varridos por 11 a 15 tempestades tropicais na temporada de furacões, que se estende até 30 de novembro.
Segundo o vice-diretor da NOAA, James R. Mahoney, entre seis e nove das tempestades deverão ganhar força e se transformar em furacões. Destes, até quatro poderão registrar ventos de até 180 quilômetros por hora.
Em média, a temporada atlântica tem 10 tempestades tropicais e seis acabam desdobrando-se para furacões.
Mahoney explicou que vários fatores poderão influenciar a quantidade de fenômenos este ano, como as condições dos ventos e o aquecimento da água no Oceano Atlântico.
Existe ainda, segundo o cientista, 70 por cento de chances de o fenômeno La Niña – que provoca o esfriamento da água no Pacífico – acontecer este ano, tornando a temporada de furacões ainda mais ativa.
O diretor da Agência Federal de Administração de Emergências, Mike Brown, aconselhou os moradores da Costa Leste norte-americana a se preparar para o mau tempo.
“Independentemente de estas previsões se confirmarem, posso lhes garantir que haverá tempestades tropicais e furacões”, disse.
“E mesmo que não acontecessem, haveria tempestades de grande porte, com enchentes de vulto que nos obriga a preparar a população para incidentes deste tipo”, acrescentou.
Por sua vez, o Serviço Nacional de Meteorologia começará a divulgar alertas de furacão com cinco dias de antecedência – ou seja, dois dias a mais do que os avisos emitidos desde 1964.
No ano passado, a temporada atlântica de furacões revelou-se branda, com 12 tempestades tropicais, quatro das quais ganharam força.
O furacão Lili foi o único a atingir o país, varrendo a costa da Louisiana no início de outubro, sem causar grandes danos.





