20/05/2003 10h31 – Atualizado em 20/05/2003 10h31
WASHINGTON (CNN) — O Irã negou mais uma vez, nesta terça-feira, estar abrigando supostos integrantes da rede terrorista Al Qaeda, rejeitando alegações dos Estados Unidos de que membros do grupo estejam usando o país como base para ataques.
Washington comunicou ao Irã que haveria membros de Al Qaeda no país, e exigiu mais medidas contra o terrorismo, declararam autoridades norte-americanas na segunda-feira.
A comunicação acontece na esteira das investigações sobre atentados contra três condomínios em Riad, na Arábia Saudita, onde moravam ocidentais, com o FBI auxiliando autoridades sauditas nos inquéritos.
Fontes do governo norte-americano disseram à CNN, na semana passada, que havia provas sugerindo que um chefe de operações de Al Qaeda estava no Irã e pode ter participado do planejamento dos ataques na Arábia Saudita.
No entanto, nos site de Internet da Agência de Notícias da República Islâmica, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hamid-Reza Asefi, refutou comentários do secretário da Defesa norte-americano, Donald Rumsfeld, de que líderes de Al Qaeda estivessem no Irã, assegurando que o país não tem vínculos com a rede “fundamentalista e violenta”.
“No caso de confrontar Al Qaeda, o Irã agirá de acordo com seus programas e dentro da estrutura das Nações Unidas, como fez ao extraditar operativos do grupo, entre eles vários ocidentais”, afirmou. “O Irã encara muito seriamente o combate à rede Al Qaeda e a organizações semelhantes”.
Na quinta-feira passada, Rumsfeld disse que o governo norte-americano “sabe que há uma figura importante de Al Qaeda no Irã”.
Autoridades norte-americanas afirmaram que Saif al-Adel, um chefe de operações de Al Qaeda, seria um dos vários líderes da organização supostamente no Irã.
Uma fonte disse que al-Adel “pode ser um dos principais responsáveis” pelos ataques de Riad, que mataram 25 pessoas, além dos nove terroristas suicidas.
Mas Asefi acusou os Estados Unidos de tentar desviar a atenção dos norte-americanos de seus problemas domésticos e de seu fracasso no combate ao terrorismo com alegações contra outros países.





