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domingo, 21 de junho de 2026

Problemas sociais marcam o primeiro ano da independência de Timor Leste

19/05/2003 10h43 – Atualizado em 19/05/2003 10h43

DILI (CNN) — Há exatamente um ano, nascia um novo país. Em uma cerimônia marcada pela alegria, num campo perto de Dili, a capital, Timor Leste juntava-se à comunidade de nações, sob a liderança de Xanana Gusmão, um ex-rebelde eleito presidente por esmagadora maioria.

Para os 800 mil habitantes de Timor Leste, aquele foi um dia para celebrar, um dia para recordar, depois de mais de duas décadas sob uma brutal ocupação indonésia.

Mas Timor Leste, com uma renda anual média de menos de 500 dólares, nasceu também como uma das nações mais pobres do mundo.

Antes da invasão indonésia de 1975, Timor Leste era auto-suficiente em alimentos e tinha uma pequena, mas relativamente lucrativa renda proveniente da exportação de café.

Hoje, Timor Leste depende enormemente de ajuda internacional. Suas exportações de café são de menos de um quarto do nível que eram no início dos anos 1970 e quase a metade do pequeno orçamento anual do governo, de 77 milhões de dólares, vem de doadores internacionais.

Há, no entanto, uma grande luz no fim do túnerl – na forma de petróleo.

Sob um acordo assinado com a Austrália, a renda obtida com a extração de óleo e gás no Mar do Timor deve começar a entrar no próximo ano, nos cofres governamentais.

Até 2013, de acordo com algumas previsões, Timor Leste poderia estar recebendo até 300 milhões de dólares por ano.

Se esse dinheiro for aplicado com sabedoria, isso poderia transformar o país, financiando as tão necessitadas melhoras em seus sistemas educacional e de saúde.

Mas, para que isso aconteça, Timor Leste necessita de duas coisas importantes – estabilidade e paciência.

De acordo com alguns números, o desemprego beira os 80 por cento e entre os desempregados há muitos ex-guerrilheiros, que lutaram pela independência, mas que lutam para encontrar um novo papel na sociedade, agora que seu objetivo foi alcançado.

Nesse grupo, os problemas sociais, tais como abuso doméstico e alcoolismo, são particularmente agudos.

Em dezembro passado, o país sofreu uma onda de distúrbios violentos, que refletiam a crescente insatisfação da população.

Mas o fato de os distúrbios não terem se prolongado, apesar das dificuldades enfrentadas por grande parte dos timorenses, é, talvez, um sinal de que a maioria está preparada para esperar um pouco mais, enquanto os frutos da independência amadurecem.

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