19/05/2003 23h35 – Atualizado em 19/05/2003 23h35
Audiência pública, realizada na tarde de segunda-feira, na Câmara Municipal de Três Lagoas, discutiu as questões pendentes dos acordos firmados com a Cesp – Companhia Energética de São Paulo.
Presidida pelo deputado Akira Otsubo (PTB), a audiência pública contou com a presença dos deputados Pedro Teruel (PT), Semy Ferraz (PT) e Simone Tebet (PMDB). Além dos deputados e de representantes do Ministério Público, acompanharam as discussões o prefeito de Três Lagoas, Issam Fares, também como presidente da Unipar e os prefeitos de Brasilândia, Bataguassu, Santa Rita do Pardo, Anaurilândia e Bataiporã.
Os trabalhos foram abertos pelo deputado Akira, explicando os motivos da Audiência Pública. Ele anunciou que, ao final dos trabalhos, seria elaborado um documento, já denominado “Carta de Três Lagoas”, a ser enviado ao ministério Público, ao Governo do Estado e à diretoria da Cesp.
Teruel lembrou que a população do Estado perdeu mais de 190 mil hectares de terra com a formação do lago de Porto Primavera. Esta área, segundo o deputado “deixou de produzir riquezas para o MS e agora gera apenas divisas para o estado de São Paulo”.
Por sua vez, o deputado Semy alertou que há necessidade de um minucioso levantamento de todas as pendências dos acordos firmados com a Cesp e das situações de solução que “dependem de nós, como é o caso das casas invadidas, antes de serem concluídas”.
Em sua manifestação a deputada Simone iniciou lamentando a ausência de representantes da própria Cesp e do governo do Estado. Ela informou aos presentes que a Cesp, do acordo inicial de R$ 1 bilhão, apenas repassou R$ 42 milhões. “Desse dinheiro, os municípios impactados receberam tão somente R$ 5,3 milhões, parte em obras ainda inacabadas”.
A deputada questionou também a atitude do governador Zeca do PT em aplicar recursos da Cesp em obras em Campo Grande, em prejuízo dos municípios.
“Que prejuízo a Capital sofreu com a formação do lago de Porto Primavera?” questionou Simone, perguntando também sobre os R$ 5 mil que deveriam ser repassados aos mais de 300 pescadores de Jupiá.





