16/05/2003 10h04 – Atualizado em 16/05/2003 10h04
O Estado de São Paulo, maior potência econômica do país, não vai dar aumento salarial para os professores, que pedem 24,9%. A informação é do governador Geraldo Alckmin, que defende a municipalização do ensino, proposta criticada pela categoria.
Os professores paulistas iniciaram mobilização pelo reajuste salarial – a categoria pede 24,9% de aumento -, e contra a municipalização do ensino. “Nós respeitamos quem pensa diferente, mas defendemos a municipalização”, disse Alckmin. “Um país continente como o Brasil não pode se dar ao luxo de ser um país unitário, centralizado”, acrescentou.
Alckmin explica que não é possível dar reajuste e diz que o impedimento esta na econômica. “Quando a economia se deprime, sentimos direto, é na veia, porque cai a arrecadação e nós vivemos só do ICMS, é 80% da arrecadação.”
Em Mato Grosso do Sul, os professores estão em greve desde segunda-feira. O governo oferece reajuste salarial de 10%, mas a categoria exige 35% para retornar as salas de aula.




