08/05/2003 07h45 – Atualizado em 08/05/2003 07h45
GENEBRA, Suíça (CNN) — A síndrome respiratória aguda grave (Sars) pode ser mais mortal do que se pensava inicialmente, alertou a Organização Mundial de Saúde (OMS) ao anunciar que a taxa de vítimas fatais chega a 15 por cento, e não os quatro por cento divulgados em abril.
A organização disse ter chegado a essa conclusão depois de analisar os dados mais recentes coletados no Canadá, na China, em Hong Kong, Cingapura e Vietnã.
“Com base em informações mais detalhadas e completas, e em métodos mais confiáveis, a OMS estima que a taxa de mortalidade da Sars varie de zero a 50 por cento, dependendo da faixa etária, com uma taxa média de 14 a 15 por cento”, informou a OMS em um relatório divulgado na quarta-feira.
Segundo os dados mais recentes, a mortalidade variou muito por faixa etária:
— menos de um por cento em doentes com até 24 anos;
— seis por cento, entre 25 e 44 anos;
— quinze por cento, entre 45 e 64 anos, e;
— mais de 50 por cento após os 65 anos.
A taxa, de acordo com o país, é de:
— oito por cento no Vietnã;
— de cinco a 13 por cento na China (exceto Hong Kong);
— de 13 a 15 por cento em Cingapura;
— de 11 a 17 por cento no território chinês de Hong Kong, e;
— de 15 a 19 por cento no Canadá.
Até a quarta-feira, a Sars já havia acometido 6.903 pessoas em todo o mundo, matando 495 delas, de acordo com a OMS.
O maior número de doentes concentra-se na Ásia.




