08/05/2003 07h50 – Atualizado em 08/05/2003 07h50
BRASÍLIA — O candidato presidencial argentino Néstor Kirchner, favorito nas pesquisas de intenção de voto, viajou ao Brasil, na noite de quarta-feira, e se encontrará com o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, na quinta-feira, em reunião vista como um esforço para demonstrar que é mais reconhecido para o cargo do que seu opositor, o ex-presidente Carlos Menem.
Kirchner, governador da província de Santa Cruz e que tem o apoio do presidente Eduardo Duhalde, viajou acompanhado do ministro da Economia, Roberto Lavagna, que permanecerá no cargo, se o candidato vencer o segundo turno, em 18 de maio.
“Viajo porque fui convidado por Lula, o que me deixou muito orgulhoso”, disse Kirchner, nesta quarta-feira, sobre a reunião com o presidente brasileiro. “Mas, não vou pedir nada; será uma conversa informal”.
Menem, que governou o país entre 1989 e 1990, foi o primeiro colocado no primeiro turno, em 27 de abril, mas não obteve a maioria necessária para chegar diretamente ao poder. Assim, deverá disputar o segundo turno com Kirchner, que foi o segundo candidato mais votado.
No entanto, as pesquisas de intenção de voto dão uma ampla vantagem para Kirchner, que ganhou o apoio dos opositores de Menem.
Lavagna, por sua vez, aproveitou a viagem para jantar com o ministro da Fazenda do Brasil, Antônio Palocci, na residência oficial do embaixador da Argentina, Jorge Uranga.
Kirchner disse que não participou do jantar por ainda não representar oficialmente seu país e permaneceu em um hotel da capital brasileira.
Ao chegar ao Aeroporto de Brasília, Kirchner comentou que, no encontro com o Lula, falará, entre outros temas, sobre o fortalecimento da integração do Mercosul e da América Latina.
“Precisaremos ter uma posição de maturidade e fazer com que a nossa voz tenha a maior uniformidade possível”, afirmou Kirchner, afirmando que, caso seja eleito, a união com o Brasil é uma estratégia do seu governo.
“Vamos trabalhar juntos para conseguir um bom papel no mundo”.
Kirchner prometeu ainda que, se for eleito, o Brasil será o primeiro país que visitará.
Depois da visita a Lula, Kirchner viajará a Santiago, onde se encontrará com o presidente chileno, Ricardo Lagos.
(Com informações da Reuters)



