08/05/2003 10h41 – Atualizado em 08/05/2003 10h41
Os delegados Miriam Elizabeth Lemos e Antônio Carlos Mayer, que investigam a fuga de 44 presos do 4º Distrito Policial das Moreninhas, em Campo Grande, pediram à Justiça a quebra de sigilo telefônico dos três agentes que estavam de plantão na noite de domingo, quando houve a fuga. Uma das hipóteses investigadas é de que houve pagamento de propina para que a fuga fosse facilitada mas não há prova material dessa possibilidade.
Sem expor muitas informações sobre os rumos da investigação, eles explicaram há pouco, em entrevista coletiva, que as hipóteses são de favorecimento, esquecimento ou negligência. Eles querem descobrir como os presos conseguiram sair das celas sem quebrar os cadeados. Até agora 13 foram recapturados.
Há duas instâncias de investigação: uma sindicância administrativa, conduzida por Miriam, para verificar a postura dos agentes, e um inquérito policial para apurar a fuga e se houve facilitação. Se houver provas contra os agentes, o caso será encaminhado para a Corregedoria de Polícia, que abrirá processo. A punição varia de suspensão a demissão. Os agentes estão afastados do distrito e a disposição da Diretoria Geral da Polícia Civil. Um deles tem 12 anos de serviço na polícia e 2 estavam em estágio probatório.
Os delegados não informaram o que foi apurado até agora, argumentando que poderia atrapalhar as investigações e levar a pré-julgamentos.




