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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Brasil e Argentina criarão Instituto Monetário para implantar uma moeda comum

06/05/2003 09h26 – Atualizado em 06/05/2003 09h26

BRASÍLIA — Os governos do Brasil e da Argentina vão criar, conjuntamente, um Instituto Monetário a fim de propor os passos necessários para uma progressiva integração monetária, com vistas a uma possível criação de moeda comum.

O instituto será integrado por representantes das chancelarias e dos ministérios da Fazenda dos dois paises.

Em um comunicado à imprensa o Ministério das Relações Exteriores informa também que Brasil e Argentina farão uma rotulagem obrigatória para produtos que contenham organismos geneticamente modificados.

As decisões foram tomadas durante uma reunião de trabalho entre o secretário de Relações Exteriores da Argentina, Martín Redrado, e o secretário geral das relações Exteriores do Brasil, embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto.

Encontro com Lula

O vice-chanceler da Argentina, Martín Redrado, reuniu-se nesta segunda-feira com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, em entrevista à imprensa, após o encontro, dsse que os dois países estão apenas na fase de discussão sobre a integração monetária.

“Temos várias idéias e resolvemos colocá-las preto no branco e iniciar um processo de discussão ativa e como implementar este mecanismo”, afirmou. “A moeda única é o final do caminho”.

Redrado também explicou que o objetivo é fazer com que as duas moedas – peso e real – caminhem juntas até que seja possível adotar uma moeda única para respaldar, em princípio, as trocas comerciais entre Brasil e Argentina.

“O que estamos pensando é que peso e real devem mover-se na mesma direção”, disse.

“Isto não significa atar o real a uma banda e deixá-la ir em direção ao dólar”, explicou. “Significa que, se o peso se move, o real se move”

Meirelles nega banda

O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, também se referiu ao tema, tratando de negar que tenha havido discussões sobre criação da banda de flutuação entre o real e o peso argentino.

Meirelles lembrou que o Brasil e o BC não trabalham com metas de câmbio, mas de inflação.

A questão da criação de uma banda de flutuação comum foi levantada na imprensa pouco antes da visita do vice-ministro de Relações Exteriores da Argentina, Martín Redrado.

O próprio vice-chanceler se referiu à questão ao chegar ao país, dizendo que os governos de Argentina e Brasil iriam desenvolver estudos neste sentido, porém enfatizando que os dois países estão apenas na fase de discussão do assunto.

(Com informações da Agência Brasil e da RBS)

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