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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Até crianças na primeira infância nos EUA estão obesas, alerta estudo

06/05/2003 10h42 – Atualizado em 06/05/2003 10h42

WASHINGTON — Nos Estados Unidos, até crianças na primeira infância apresentam problemas de obesidade. E não estão apenas acima do peso, mas já mostram os primeiros sinais de diabetes e outras doenças associadas à gordura, afirmam pesquisadores.

Os cientistas descobriram também outro dado alarmante: mesmo consultas com especialistas não pareceram ajudar essas crianças a emagrecer e chegar a um peso mais saudável.

“Talvez a epidemia da obesidade possa ser contida se intervirmos muito cedo, com um programa intensivo de mudança de comportamento”, disse no fim de semana a doutora Emily Liu, do Kaleida Healthdocument.write Chr(39)s Womendocument.write Chr(39)s and Childrendocument.write Chr(39)s Hospital, em Buffalo, no estado de Nova York.

“Crianças sob o risco da obesidade têm que ser identificadas logo, já na fase da pré-escola”, afirmou Liu, que chefiou o estudo. “Crianças obesas são normalmente filhas de pais obesos, portanto um programa de intervenção na família, levando em consideração diversos fatores, tem que ser adotado assim que a obesidade é diagnosticada”.

Liu e seus colegas analisaram os registros médicos de 385 crianças atendidas por endocrinologistas – especialistas em hormônios – no Hospital Kaleida entre 1984 e 2002. A maior parte das crianças já era obesa.

Os pais receberam orientações sobre dieta e exercícios adequados para os filhos e foram aconselhados a ir a um nutricionista. Mas dois anos depois, as crianças estavam, em média, ainda mais gordas, segundo o estudo.

“Claramente, encaminhar a endocrinologistas e nutricionistas não é eficaz no tratamento da obesidade infantil”, afirmou Liu. “Um programa efetivo de perda de peso não deve se concentrar apenas na criança, deve incluir também os pais e o sistema escolar. Crianças obesas tendem a ter pais obesos. E refeições escolares ricas em calorias podem contribuir para o problema”.

As crianças do estudo também tinham níveis altos de insulina, o que pode levar ao desenvolvimento de diabetes tipo dois.

“A incidência de diabetes tipo dois em crianças aumentou significativamente nos últimos anos, juntamente com a da obesidade”, observou a doutora Teresa Quattrin, uma professora de pediatria da University of Buffalo.

Foram encontrados níveis altos de insulina em crianças de apenas 4 anos, alertaram os pesquisadores, durante um encontro das Pediatric Academic Societies, em Seattle.

Além disso, 13 por cento de 147 crianças examinadas exibiam funções hepáticas anormais, relataram os pesquisadores. Os resultados desses testes indicam uma condição chamada de fígado gordo, que é comum na obesidade e pode levar ao desenvolvimento de cirrose.

Mais de 60 por cento dos norte-americanos estão acima do peso ou obesos, aumentando suas possibilidades de vir a sofrer de diabetes, doenças cardíacas e alguns tipos de câncer.

(Com informações da Reuters)

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