05/05/2003 09h06 – Atualizado em 05/05/2003 09h06
O mercado volta a testar hoje o discurso do governo em relação ao dólar. Na sexta-feira, após declarações desencontradas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os operadores de plantão puxaram a cotação da moeda, que subiu 2% no fechamento dos negócios. A expectativa é de que o real mantenha o ritmo de apreciação, mas esse movimento estará condicionado as declarações da área econômica do governo em relação a volatilidade do dólar. O dólar comercial abriu em queda de 0,23% nesta segunda-feira, em relação ao fechamento de sexta-feira. Às 9h21, a moeda norte-americana é cotada a R$ 2,944 para compra e R$ 2,96 para venda. A semana também deve ser marcada pela vinda de uma missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) ao Brasil para revisar o acordo de US$ 30 bilhões firmado com o país no ano passado. Esta será a terceira vez que uma missão de técnicos do Fundo visita o país. O ritmo de captações do setor privado no mercado internacional também pode conduzir a performance do câmbio doméstico.As captações que devem ocorrer no rastro da emissão soberana, de US$ 1 bilhão, já devem contemplar prazos mais longos, a exemplo da operação do banco Votorantim, de dois anos e meio. Alargar os prazos é importante para que não haja concentração no vencimento dessas operações. Antes da emissão soberana, o prazo médio das captações estava em um ano. Ao que tudo indica, a semana deve ser tão favorável quanto as últimas. A missão do Fundo Monetário Internacional (FMI) que chega para fazer o trabalho de monitoramento do acordo firmado no ano passado vai encontrar uma safra de números favoráveis. Só o setor fiscal encerrou o primeiro trimestre do ano entregando um superávit primário R$ 7 bilhões acima do que foi acordado com o Fundo. O setor externo também finalizou o trimestre com o melhor resultado dos últimos anos. Além disso, o governo vem colhendo uma série de elogios de representantes de organismos multilaterais, como o próprio Fundo, de bancos de investimentos e agências de rating. Tais elogios, aliado às contas domésticas, fez com que a taxa de risco do Brasil rompesse para baixo os 800 pontos. Na sexta-feira, o dólar comercial fechou a R$ 2,965 na compra e a R$ 2,97 na venda, com alta de 1,99%.





