05/05/2003 13h50 – Atualizado em 05/05/2003 13h50
JERUSALÉM — O enviado do Governo Bush para o Oriente Médio, William Burns, encontrou-se no domingo com o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, e nesta segunda-feira com o premier da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, e o presidente do parlamento palestino, Ahmed Qureia, para discutir o início da implementação do “mapa do caminho” para a paz – um plano elaborado pelos Estados Unidos, a Rússia, as Nações Unidas e a União Européia e que prevê a criação de um Estado palestino até 2005.
A missão de Burns também visa a preparar o terreno para uma visita do secretário de Estado norte-americano, Colin Powell, na próxima semana.
Na primeira fase do projeto de paz, os palestinos devem conter suas milícias e Israel começar sua retirada militar de cidades palestinas e evitar ações que possam minar a confiança, incluindo ataques a civis palestinos.
Israel também tem que desmantelar dezenas de assentamentos estabelecidos sem o consentimento de seu governo e suspender a expansão de outros, na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.
Após o encontro com Abbas, Burns declarou que os dois lados têm que agir.
“No lado palestino, não há absolutamente nenhum substituto para uma luta decisiva contra o terror e a violência”, afirmou. “No lado israelense, isso significa tomar medidas práticas para atenuar o sofrimento dos palestinos vivendo sob ocupação, suspender as atividades de assentamento e renovar o senso de dignidade e esperança”.
O presidente do parlamento palestino disse que o governo tentará, inicialmene, convencer os grupos militantes a abandonar as armas.
Referindo-se à exigência de Israel, que quer uma repressão vigorosa, Qureia disse: “Há dois entendimentos. O entendimento israelense, que pede uma guerra civil (palestina), e há um entendimento palestino, baseado no diálogo e no interesse nacional palestino”.
Em coordenação com Abbas, o Egito pretende organizar negociações como as que patrocinou recentemente entre grupos armados palestinos, incluindo o Hamas, a Jihad Islâmica e as Brigadas dos Mártires de Al Aqsa, uma milícia vinculada ao movimento Fatah, informaram autoridades palestinas e egípcias.
As primeiras reuniões estão marcadas, em princípio, para a próxima semana.
Em negociações similares, realizadas no início deste ano, o Hamas e a Jihad Islâmica rejeitaram uma proposta do Egito que pedia cessar-fogo por um ano.
No entanto, há expectativas de que surja dessa vez um resultado diferente, devido à crescente pressão dos Estados Unidos para que países árabes deixem de apoiar grupos militantes.
(Com informações da Associated Press)



