05/05/2003 14h14 – Atualizado em 05/05/2003 14h14
Quem gosta de observar os céus poderá assistir na próxima madrugada ao clímax da chuva de meteoritos Eta Aquarídeos, visível em qualquer parte do mundo nas horas que precedem o nascer do Sol, segundo a Nasa.
Com o céu limpo e ajuda da pouca luminosidade atual da Lua, entre as fases nova e quarto crescente, poderão ser vistas entre trinta e sessenta “estrelas cadentes” por hora a partir do hemisfério sul, onde o fenômeno terá maior dimensão.
Os meteoritos Eta Aquarídeos provêm do famoso cometa Halley, que enche o céu de estrelas cadentes duas vezes por ano, quando a Terra passa perto da sua órbita.
Embora o cometa propriamente dito esteja muito longe da Terra, pequenos fragmentos da sua causa continuam a cruzar as regiões mais interiores do sistema solar.
O Halley regressa a cada 76 anos ao sistema solar e nessas aproximações o Sol evapora cerca de seis metros de gelo e pedras do núcleo do cometa, segundo um porta-voz da Nasa (agência espacial norte-americana).
Os restos e partículas, alguns do tamanho de grãos de areia, dispersam-se gradualmente ao longo da órbita do cometa e formam uma torrente alargada de pó espacial que a Terra cruza em maio e em outubro.
Em maio, os meteoritos recebem o seu nome de uma estrela da constelação Aquário cuja única relação com eles é o fato de parecerem provir dela.
Em outubro, esta chuva de meteoritos chama-se Orionídeos por parecer ter a sua origem na constelação de Orion.






