05/05/2003 16h57 – Atualizado em 05/05/2003 16h57
O cardeal-primaz do Brasil, dom Geraldo Majella Agnello, arcebispo de Salvador (Bahia), foi eleito presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em terceiro escrutínio, com 207 votos. Mesmo sem ser candidato, dom Cláudio Hummes, o cardeal-arcebispo de São Paulo, teve 64 votos.
Foi necessária a realização de três escrutínios porque dom Agnello não obteve os dois terços necessários de votos para ser eleito – um total de 172. Os dois terços dos votos eram necessários na primeira e na segunda votação. No terceiro escrutínio, a eleição poderia ser decidida por maioria simples (50% mais 1), mas dom Agnello superou com folga os dois terços.
No primeiro escrutínio, dom Agnello teve 150 votos, e dom Cláudio Hummes, 102, e dom Geraldo Lírio, bispo de Vitória da Conquista (Bahia), 15. No segundo escrutínio, dom Geraldo ficou com 167 e dom Cláudio com 93 – dom Geraldo Lírio não foi votado.
O cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Cláudio Hummes, disse que ficou surpreso com a votação recebida, uma vez que não era candidato. Afirmou ainda que ficou feliz com a vitória de dom Agnello. Sobre a possível influência da visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Assembléia Geral dos Bispos do Brasil, que teria tirado o favoritismo de dom Agnello, dom Hummes afirmou:
- Não sei se influenciou,. É possível que sim, mas não sei. Acredito que não. O grupo queria ter um candidato próprio – disse dom Hummes, referindo-se aos bispos progressistas.
Logo após ter seu nome confirmado como presidente da CNBB, dom Agnello fez um curto pronunciamento:
- Aceito com muita simplicidade o que vou fazer. Quero contribuir para que a caminhada da igreja prossiga. Vou ser um executor das diretrizes da Assembléia Geral dos Bispos do Brasil.
O prazo para impugnação do nome de dom Agnello ainda não acabou e se encerra até 17 horas, quando será realizada uma missa. Agora, os bispos estão escolhendo o vice-presidente da entidade.






