03/05/2003 08h01 – Atualizado em 03/05/2003 08h01
DAMASCO (CNN) — O secretário de Estado norte-americano Collin Powell iniciou neste sábado conversações com dirigentes sírios definidas por membros de sua delegação como “francas e abrangentes”, em que deixará claro que a “mudança estratégica na região” desde a queda do regime de Saddam Hussein no Iraque, exige uma mudança de atitude do governo sírio.
O secretário de Estado norte-americano foi recebido no aeroporto de Damasco pelo chanceler sírio Farouk al-Sharaa que, horas antes, referindo-se à visita de Powell, advertiu que a Síria se dispunha a dialogar, mas não iria aceitar ultimatos.
A caminho da Síria, Powell disse que o governo dos Estados Unidos quer ver “ações específicas e performance” por parte do governo do presidente Bashar al-Assad.
Entre essas ações Washington quer que a Síria deixe de apoiar grupos extremistas que se opõem a negociações de paz com Israel.
O governo dos Estados Unidos quer ainda que a Síria se comprometa a não apoiar mais a organização de guerrilha libanesa Hezbollah e outros grupos incluídos por Washington na lista de organizações terroristas.
Powell, que se reúne ainda neste sábado com o presidente al-Assad, deixará claro, segundo fontes norte-americanas, que o Congresso poderá adotar sanções contra a Síria, se as exigências que está apresentando não forem atendidas
O secretário de Estado norte-americano advertiu os sírios que as sanções podem incluir um embargo.
A Síria foi citada expressamente pelo presidente George W. Bush, após o desmoronamento do regime iraquiano, como país que possuía armas de destruição em massa e que estava abringando fugitivos do Iraque, acusações que
Damasco rejeitou as acusações do presidente norte-americano como totalmente infundadas.
Antes de sua chegada a Damasco, neste sábado, Powell fez uma escala em Tirana, onde reiterou o apoio dos Estados Unidos aos esforços da Albânia, Macedônia e Corácia para integrar instituições ocidentais, incluindo a Otan, a Organização do Tratado do Atlântico Norte.





