02/05/2003 15h36 – Atualizado em 02/05/2003 15h36
Após um mês, a invasão de militantes do MST (Movimento Sem-Terra) na fazenda Santa Maria, em Rio Brilhante no interior de Mato Grosso do Sul, continua e revolta o administrador do local, Mário Júlio Cerveira. Ele explica que está enfrentando prejuízo porque não pode usar o pasto, que estava sendo cultivado para a suplementação na seca e ainda teme que os sem-terra possam abater os animais. Mário Júlio diz que nenhum gado foi abatido, mas vários animais silvestres da reserva florestal já foram mortos.
O administrador ainda questiona a posição do governo do Estado sobre o cumprimento do mandado de reintegração de posse, que já foi expedido. “O Estado não está querendo cumprir o mandado, vamos aguardar mais uns 10 dias, caso não se resolva vamos pedir intervenção federal”, adiantou. Ele explicou que o secretário de Segurança de Mato Grosso do Sul chegou a ser intimado para enviar uma tropa da Polícia Militar, o que ainda não ocorreu. Mário Júlio disse ainda que em 18 de abril chegou mais um grupo de sem-terra ao local e, que em média 280 famílias devem estar na fazenda.





