30/04/2003 10h52 – Atualizado em 30/04/2003 10h52
PARIS (CNN) — O ministro das Relações Exteriores da França, Dominique de Villepin, afirmou nesta quarta-feira que era hora de as potências mundiais trabalharem juntas, principalmente no que se refere ao Oriente Médio.
“Temos agora que estabelecer a paz juntos, de acordo com nossos princípios, num espírito construtivo, a fim de assegurar a unidade, a estabilidade e a integridade territorial do Iraque”, argumentou De Villepin, que pediu um papel central para as Nações Unidas naquele país.
A França defende a suspensão de algumas das sanções do Conselho de Segurança da ONU ao Iraque, principalmente daquelas que atingem os civis iraquianos, a fim de atender as carências humanitárias do país e administrar seus recursos, enquanto o órgão tenta decidir o próximo passo a tomar.
Já os Estados Unidos vêm pressionando pela revogação de todas as sanções, independentemente das discussões sobre o futuro do Iraque.
A remoção das sanções contra o país teria que ser aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
“O Oriente Médio passa por um momento decisivo de sua história”, disse De Villepin. “Temos que enfrentar os desafios no Iraque – claramente a reconstrução, a reconstrução necessária após a queda da ditadura de Saddam Hussein, que agradou a todos”.
“No Oriente Médio, temos que trabalhar pela paz após a criação de um novo governo palestino”, acrescentou.
França, Alemanha, Rússia e outros países opuseram-se, nas Nações Unidas, à decisão dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha de recorrer ao uso da força para desmantelar as supostas armas de destruição em massa do Iraque, que não tinham sido encontradas pelos inspetores da ONU e ainda não o foram pelas forças da coalizão liderada por Washington.
Com relação ao processo de paz no Oriente Médio, De Villepin disse que a violência entre israelenses e palestinos tem que acabar, incluindo os ataques suicidas contra alvos israelenses.
O chanceler francês defendeu o estabelecimento das estruturas do Estado palestino até 2005 – conforme prevê o “mapa do caminho” para a paz, o plano elaborado pelos Estados Unidos, a Rússia, as Nações Unidas e a União Européia.
Fontes diplomáticas informaram que o projeto já está sendo apresentado formalmente aos governos palestino e israelense , com a decisão tendo sido tomada depois da posse do primeiro-ministro palestino Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, cujo gabinete foi aprovado pelo Legislativo na noite de terça-feira.





