30/04/2003 16h14 – Atualizado em 30/04/2003 16h14
Enquanto os pefelistas aguardam uma decisão favorável da Mesa Diretora do Senado que salve o mandato do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL/BA), os opositores pretendem fazer muito barulho em Salvador para que ele seja cassado. Deputados estaduais do PT e PC do B estão organizando novas manifestações para os próximos dias em Salvador semelhantes às passeatas do ano passado, quando ACM enfrentou a primeira investigação que lhe custou o mandato, devido ao escândalo da quebra do sigilo do painel eletrônico.
Ontem à tarde um grupo de estudantes da Universidade Católica do Salvador ocupou a área do memorial em homenagem ao deputado Luiz Eduardo Magalhães, na Avenida Paralela, que é vigiada 24h por dia por pelo menos dois policiais militares. A dupla de PMs não interveio no momento que os manifestantes resolveram pichar o piso e as três placas de mármore nas cores da bandeira da Bahia (branco, azul e vermelho) do memorial com frases do tipo “Cassação já”, “Fora ACM”, e outras.
O vandalismo foi maior, entretanto, na estátua do deputado Luiz Eduardo, onde foram colados cartazes com a provocação “Quem xeretou terá de pagar a conta”. A manifestação foi dispersada por policiais da 47ª Companhia da Polícia Militar.
Se os opositores fazem barulho, os liderados de ACM preferem trabalhar em silêncio no Senado. Confiam na força da chamada bancada “carlista”: os 24 deputados federais (dos 39 da bancada baiana) e os três senadores (incluindo o próprio ACM), essenciais para a aprovação das reformas da Previdência e Tributária encaminhadas pelo governo federal ao Congresso. Por essa razão, os pefelistas baianos têm atuado nos bastidores e estão certos de que o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), amigo de ACM, vai arquivar o processo de cassação.
Contra isso o líder do PT na Câmara, Nélson Pelegrino (BA), um dos que teve o telefone grampeado pela Secretaria de Segurança da Bahia, já se comprometeu a convencer o seu partido a apresentar recurso junto à Mesa do Senado. Embora o governo Lula necessite do voto dos “carlistas” para aprovar as reformas, Pelegrino acha possível que o PT empunhe a bandeira da cassação de ACM no Congresso.





