30/04/2003 16h49 – Atualizado em 30/04/2003 16h49
Pelo menos quatro pessoas morreram e mais de 30 ficaram feridas na madrugada desta quarta-feira em um atentado suicida ocorrido na cidade de Tel Aviv, em Israel.
A explosão ocorreu em um café que fica em um passeio à beira-mar, perto da embaixada americana na cidade. Testemunhas disseram que houve uma imensa explosão, que foi ouvida em boa parte da cidade.
A frente do café ficou destruída, com pedaços da fachada ficando espalhados por uma rua próxima.
O incidente ocorreu horas depois de o Parlamento palestino ter aprovado um novo gabinete de governo, indicado pelo primeiro-ministro Mahmud Abbas, que prometer combater a “posse de armas ilegais” e afirmou que o “terrorismo de qualquer parte destrói” a causa palestina.
Segurança
A aprovação do gabinete abre caminho para o lançamento de um novo plano de paz para israelenses e palestinos. (Clique aqui para ler mais.)
Segundo o correspondente da BBC em Jerusalém Simon Wilson, a explosão ocorreu por volta da 01h desta quarta-feira, hora local (19h de terça-feira, hora de Brasília).
Algumas testemunhas disseram que um segurança conseguiu evitar a entrada do suposto autor do atentado no café, e que a explosão ocorreu do lado de fora.
Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do aparente ataque.
Na semana passada, uma outra explosão causada por um ativista suicida foi registrada em Kfar Saba, a norte de Tel Aviv. Duas pessoas morreram e várias ficaram feridas.
Um porta-voz da Casa Branca condenou o atentado terrorista, descrevendo-o como um “ato covarde de terrorismo”, mas garantiu que o incidente não vai impedir as negociações envolvendo o novo plano de paz.
Israel e palestinos
Dore Gold, conselheira do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, disse que a explosão foi “o primeiro teste para o novo governo palestino e, infelizmente, representou uma profundo fracasso na área da segurança”.
“Não há muito tempo para se perder por aqui, agora mesmo eles (os palestinos) estabeleceram um novo governo e, nesta noite, os israelenses foram atacados.”
E completou: “Israel sente que é necessário defender seus civis desta onda de terrorismo. Mas, neste momento, o novo governo palestino fracassou profundamente em sua tentativa de lidar com a ameaça aos civis israelenses”.
Um porta-voz da Autoridade Palestina, porém, disse que se Israel quer que o novo primeiro-ministro palestino desarme grupos militantes, precisa garantir liberdade aos palestinos e abandonar territórios reivindicados por eles.





