29/04/2003 14h43 – Atualizado em 29/04/2003 14h43
GUADALAJARA, MÉXICO – O coordenador-técnico da seleção brasileira, Zagallo, criticou duramente o tratamento que recebeu de funcionários do serviço de imigração dos Estados Unidos na segunda-feira em Los Angeles.
No aeroporto da cidade da Califórnia, Zagallo foi separado do restante da delegação brasileira e interrogado. Além disso, teve a mala revistada. Poucas horas depois, foi novamente revistado, na Cidade do México.
- Não sou Osama Bin Laden. Quase me baixaram as calças durante a revista – disse o tetracampeão mundial, referindo-se ao terrorista saudita, principal suspeito de ter ordenado os atentados em Nova York e Washington, em 11 de setembro de 2001.
Zagallo lembrou que esteve algumas vezes nos EUA, inclusive durante a disputa da Copa do Mundo de 1994, e viajou por várias cidades americanas sem qualquer incoveniente:
- Já estive em Miami, Dallas, Nova York e agora me vêm com essa. Foi um abuso – lamentou Zagallo, 72 anos.
O incidente aconteceu devido ao visto de entrada de Zagallo. O coordenador-técnico da seleção tirou o visto americano na Árabia Saudita, país de origem de Osama Bin Laden.
Durante a revista, Zagallo ainda teve de ouvir as gozações dos atletas e membros da comissão técnica da seleção.





